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M A R M E LARTISTA & PÚBLICO |
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A Relatividade da Beleza e EstéticaA RELATIVIDADE DA BELEZA E ESTÉTICA ATUAIS
Para definir o que é belo não há uma única resposta, pois há vários parâmetros que envolvem a questão. O que agrada a um não agrada a outro; assim, trata-se de algo muito subjetivo e profundo.
Na história, os padrões de beleza exterior nunca foram estanques. Na Grécia valorizavam as medidas proporcionais, o que talvez explique porque os gregos foram os escultores do corpo humano mais admirados. Já os quadros renascentistas retrataram a mulher de formas arredondadas e de quadris largos (a Vênus de Botticelli).
Embora cada pessoa seja absolutamente única em seu conjunto de características físicas, muitos ambicionam uma aparência específica nem sempre possível de se alcançar, e quem não se encaixa no padrão pode optar entre três saídas: assumir a própria identidade, valorizando a si, ou se render e aceitar os modelos já existentes, ou ignorar todo o padrão imposto. Qual a sua escolha?
A definição do que é belo pode ser tão controversa quanto a própria definição do que é arte. O tema não ficou fora da análise de muitos filósofos que, ao longo dos séculos, tentaram achar um conceito que melhor explicasse, e a idéia do que é belo sempre refletiu as mentalidades de cada época na sociedade.
Em um momento, o belo é associado à moral e comportamento; noutro, é a expressão de Deus e toda sua criação. Em outra ocasião, com base na proporção do corpo humano, combinado às idéias, como expressão da simetria, harmonia e proporções entre elementos representados. Depois, o belo sugere a noção de gosto, na medida em que satisfaz e produz prazer. Entretanto, a partir da inserção do termo 'estética' no vocabulário do séc. XVIII, por Baumgarten, há uma hemorragia de pensamentos filosóficos, especialmente, dos alemães sobre o significado do belo; e nisso, cita-se Baumgarten, Kant, Burke, Hegel, Solger, até chegar a Charles Darwin e Einstein.
O QUE É BELO, AFINAL?
ANTIGUIDADE CLÁSSICA (a. C) – O belo é associado ao bem, á verdade, a justiça.
IDADE MÉDIA – O belo é a manifestação de Deus.
RENASCIMENTO (Sécs. XV e XVII)) - O belo é a expressão da harmonia, matemática e simetria baseada na proporção do corpo humano.
BARROCO (Sécs. XVII e parte do XVIII) - O belo caracteriza o dinamismo da vida, certeza versus incerteza, perfeições versus imperfeições, católicos versus protestantes, metafísica versus cartesianismo. Enfim, o belo é o que tem a força ou o poder de afetar as paixões e os sentimentos, mas também o intelecto de quem observa.
ILUMINISMO E BAUMGARTEN (Séc. XVIII)) - Surge o termo "estética" como estudo da experiência sensorial que apreende o belo, uma espécie de "ciência do belo". A beleza seria determinada a partir de uma organização dos objetos, o que sugere “a formação do gosto”.
KANT – O belo está na natureza. É bela a obra que produz prazer; um prazer desprovido de conceito, um prazer das sensações. Nesse sentido a beleza é a natureza. Q filósofo falava da beleza esparsa nas cosias e aquela que ornamenta as coisas. Kant, diante das questões do gosto, diz que o belo seria a representação simbólica daquilo que é ou está correto. Nesse sentido, é um conceito ausente e uma adequação de um conceito. O belo se dá subjetivamente no processo do juízo.
BURKE – O belo estaria relacionado à satisfação, ao prazer, portanto, finito.
HEGEL – O belo é visto como a aparição sensível da idéia.
SOLGER - O “bom” é a superação das contradições, enquanto o “belo” é a união das contradições.
DARWIN E O NATURALISMO (Séc. XIX) – A beleza é fundamental para a preservação da espécie e funciona como atração para 86% dos seres humanos. Na concepção darwiniana, o belo é entendido como primordial para a preservação das espécies e a beleza funciona como atração.
ROMANTISMO E PERÍODO DA INDEPENDÊNCIA DAS COLÒNIAS (Séc. XIX) – O belo só é inteligível por meio da liberdade, da liberação das regras defendidas na escolarização, no academicismo da época. Baudelaire chega a associar o termo “belo” ao instinto.
TRANSIÇÃO ENTRE SÉCULOS XIX E XX - Os filósofos do século XIX associaram o termo belo à liberdade. Época em que surgem os "ismos" (impressionismo, expressionismo, pontilhismo, realismo e adentra o séc. XX, com o cubismo, futurismo, raionismo e dadaísmo). A relação entre beleza e arte sofre o golpe irônico de Duchamp ao colocar um bidê, uma roda de bicicleta e uma pá expostos em uma galeria como obras artísticas.
SÉCULO XX – É o período da influência da Teoria da Relatividade de Einstein, no qual até a beleza é relativa, mas não grotesca, irracional ou ofensiva, e tende a preocupação social, adotando aspectos da natureza e gl obalização. Minha MãeMINHA MÃE
Mãe! Eme + ã + ê: mãe! Todo mundo nasce com uma mas nenhuma a igual a minha
É a mulher que assumiu o assento na plenitude da vida e é sua essência
É a mulher que recebeu acento na primeira letra e balbuciar da existência
É a marca e a tônica dos pensamentos vogais que norteiam o in-consoante
É a soma de vida que tento aprender de meus avós, Themisto+CLES + Ara+CI que quase esqueci
É a mulher que mais me ama sempre amou e amará i n c o n d i c i o n a l m e n t e
É a super-herói de poderes divinos que faz a vida algodão e me acorda no simples olhar.
MARMEL anTONônio MARtins MELo BsB- 29.05.09 O MALO MAL
A maldade humana está nas ações tomadas por pessoas que criam mecanismo de defesa para desculpar a falta de autoestima ou que transferem para outros a responsabilidade pela insatisfação em suas vidas. Acho complica do concordar com o filósofo Jean-Jacques Rousseau, que afirmava que o estado de natureza dos seres humanos não corrompidos pela sociedade, não geraria rivalidades e, portanto, estes não tenderiam à satisfação de seus instintos de sobrevivência. A maldade é algo tão mais arraigado em algumas pobres almas, que num ímpeto de desespero se afogariam na própria imagem refletida na água. Tem gente que bate na mulher, nos filhos e no cachorro por perversão ou rancor de suas vidinhas miseráveis. Tem gente que por inveja e malícia se afunda no caos da marginalidade, somente para atingir cruelmente e devastar a vida de quem julgam culpados por seus fracassos. Tenho acompanhado casos de maldade que reviram o estômago do mais vil dos canalhas. As mágoas não justificam atos de violência ou brincadeiras de péssimo gosto que provocam sofrimento. É preciso identificar e coibir a força que advém do mal. Viva a vida! O OBELISCO DE NIEMEYERO OBELISCO DE NIEMEYER - Foi a primeira vez que Brasília reagiu ao anúncio de uma obra de meu ex-professor, o arquiteto Oscar Niemeyer, 101 anos de vida e 77 de prancheta; 66 obras já construídas na cidade, 39 projetos em andamento, dezenas espalhadas pelo Brasil e continentes. Tanto a turma pró-Niemeyer quanto a que critica a Praça da Soberania (projeto polêmico de construção de uma praça contendo um obelisco de 100 metros de altura orçado em 2 milhões de reais, na Esplanada dos Ministérios) todos saíram ganhando apesar do projeto não ter vingado por ter esbarrado em questões patrimoniais, econômicas e legais: a população defendeu a obra já construída, e poucos profissionais no mundo têm o privilégio de ter sua obra discutida pelo cidadão comum. Além disso, ficou evidente a prova de que o cidadão de Brasília - culto, politizado e dono do maior PIB do país – finalmente acordou, deixou de ser vaquinha de presépio, acomodado e omisso, se libertou de tudo aquilo que não aprova ou não preenche as reais necessidades da cidade e do país, concordando com tudo que era imposto inclusive por quem não mora na cidade. (MARMEL – antônio Martins MELo). TODO UM É UM TUDO
TODO UM É UM TUDO
A passos rápidos você está andando por uma estradinha qualquer do interior. É fim de tarde de um dia acinzentado de inverno. Você tem pressa, o sol ameaça se esconder e, mais ainda, está fazendo um bocado de frio.
Que é que o fez agora levantar a cabeça e lançar um olhar furtivo para o ponto final da estrada? A conseqüência é que você passa a andar mais devagar e, quando menos espera, está parando, com um leve sorriso nos lábios. Seus olhos se avivam, buscam detalhes, bebem a paisagem.
Enquanto sorri, você esquece a pressa, as preocupações, a tristeza úmida do ar. Em seguida põe-se de novo a caminhar, sem se preocupar com o que acaba de lhe acontecer.
Pois bem! O que lhe aconteceu foi uma emoção de arte! Nem mais nem menos. Seu olhar foi atraído, tomado por uma harmonia e por uma disposição que o encantaram... A confluência das linhas do caminho, a perspectiva da paisagem, a luminosidade do fim do caminho, o céu que se mostra brilhante no fim da estrada... E você lá no meio da estradinha, onde a brisa úmida vem roçar-lhe as faces...
“Ora bolas! [pensará]. Reconheci simplesmente a cena de um cartão postal famoso e a ela me entreguei com todo prazer!”.
Mas, os cartões postais [tal como as paisagens retratadas pelos artistas] são feitos para ajudar a sentir as belezas, também naturais. Não são senão intermediários, pois a fonte dessa emoção preexistia em você e esperava a ocasião para brotar.
Essa emoção inicial [que é importante e muito primitiva] somada ao estudo constante, ao manuseio perseverante de técnicas apuradas, à cultura, à criatividade, ao talento natural, estilizará e estruturará a criação do objeto que será a expressão artística para que ele não seja privado de significação; cordas de um braço sem um corpo sonoro. Mas, que passe a ser emoção feita de identificação, admiração, surpresa, reconhecimento e alegria. Uma alegria que é, aliás, plena de reverência, de estranha tristeza, e, às vezes, até de angústia.
Nosso universo formiga de belezas em relação às quais o hábito, o costume nos tornam cegos pela rotina. Se vivêssemos em estado de alerta, com os olhos abertos e os sentidos à espreita, seríamos cumulados de maravilhas a cada instante, e [não sei] talvez nem todos estejam preparados ou mesmo queiram compartilhar de tamanha luz e força que essas belezas possuem.
Continue a andar. Se esforce em se por em estado de graça estética, em estado de receptividade! A primeira poça d’água lamacenta poderá revelar-lhe a própria harmonia com todo um acompanhamento moral e poético de solidão e miséria, com uma vasta orquestração de recordações. Se um fotógrafo souber captá-la, tirará da poça lamacenta uma foto capaz de comovê-lo. Então tornado sensível em relação a essa figura, você poderá descobrir o que pode conter realidade tão pobre. Estivesse você menos esclerosado pelo hábito, possivelmente não teria necessidade de artistas para sentir a beleza por toda parte. Duvido exista uma coisa, uma paisagem, um ser, bastante desprovido de pormenores a ponto de ser completamente impróprios a suscitar uma emoção estética.
Mas essa forma de sentir, de viver esse momento mágico é apenas um dos modos de sentir emoção plástica. Essa forma tem como referência a relação entre o ser humano e tudo que o cerca, com o que é palpável e está ao alcance de sua visão e sentidos, com o objeto que causa a emoção.
Existem outros ângulos de ver a mesma cena. Um deles é quando se vê o objeto a ser observado diretamente, como um ponto distante na paisagem que foi vista. Outro, é ver a mesma paisagem do alto, como se a estivesse sobrevoando. Outro, é ver uma árvore dessa paisagem além da casca e folhas. Através de sua composição material, anéis, células. Outro, é ver em si mesmo, dentro de si mesmo, o reflexo de tudo que o cerca e como se sente em relação a tudo que o cerca, como quem vê além da matéria, o que existe por detrás de sua própria matéria, o que move a matéria, o que lhe dá vida e sentido, o que dá existência e energia a tudo, como quem tenta ver e entender o universo como um todo e o justifica pela existência de cada coisa e partícula, em todos os seres e coisas visíveis e invisíveis, como a luz e a energia que existem por em si mesmas, também em você e em tudo que o cerca.
Olhar de perto, por meio de uma lente ou microscópio, ajuda a ver além das aparências. Ajuda a ver a composição das coisas nas suas particularidades, além daquilo que normalmente é visível a olho nu, para que se possa entender melhor o detalhe e sua relação com o todo. Como funciona? Com o que se parece? Por que se parece? Por que é daquele jeito? Por que tem aquela cor, textura, essência, cheiro, barulho, sabor? Ajuda a ver e entender o por que, aquele detalhe em particular, se mostra similar ao aspecto geral daquilo a que faz parte, como um todo.
Comprovadamente, todo objeto é composto de muitos pormenores. Pequenos detalhes e partículas geralmente de forma geométrica, que se repetem, se associam e formam grupos normalmente por semelhanças, que se unem a outros grupos do mesmo padrão e se repetem com ligeiras variações que, aparentemente, não fazem muita diferença. Contudo, apenas inicialmente essas quase imperceptíveis variações não fazem a mínima diferença. Mas, na medida em que os agrupamentos dos [agora] “não-mais-tão-iguais” aumentam, essas pequenas variações conduzem a um novo padrão de desenho, cor, essência, cheiro, textura, ruído, sabor.
Essas repetições de formas básicas e padrões com suas constantes variações podem ser identificadas facilmente na observação da forma dos brócolis, nas árvores, mariscos, e em qualquer estrutura. São similaridades encontradas em tudo que existe na natureza [ser humano] e no universo, sob todas as formas, substâncias e energias.
Muito além da primitiva emoção estética e mera abstração artística, a compreensão desse universo gerado a partir de um único e repetitivo detalhe, de uma única equação é, hoje, também ciência na matemática voltada à geometria da natureza, à astronomia, meteorologia, economia, sociologia, psicologia, medicina, psiquiatria, e inúmeras ciências voltadas à compreensão do complexo ser humano e da vida, à justificativa do universo, à cura de incontáveis doenças, à compreensão e aceitação da infinita beleza que temos, somos, podemos ver, sentir, reverenciar e viver.
Ainda sem explicação ao motivo pelo qual uma forma básica se transforma naturalmente e dá origem a novas formas por vezes estranhas e caóticas de rara beleza, através do estudo dessas formas, circunstâncias, eventos e traços peculiares podem ser vistos os sismos, a evolução das espécies, o desenvolvimento dos vegetais, a linha da costa marítima, as nuvens, a aparente ordem do caos no universo, os sentimentos e suas reações.
Seja lá como for [sem dúvida] tudo é gerado a partir da infinita beleza e complexidade da mesma forma, essência, energia, luz, característica, matéria ou imagem, que multiplicada, associada a outras e comparada às demais, no detalhe e no todo, revela a onipresença do Criador dentro de cada partícula e em tudo: indícios de prova da existência do DNA de Deus em cada ser e coisa do Universo.
[Sem comparações, isso me lembrou Albert Einstein em uma Alocução na Sorbona: “Se se verificar que a minha Teoria da Relatividade é certa, a Alemanha dirá que sou alemão e a França que sou um cidadão do mundo; se se verificar que é errada, a França dirá que sou alemão e a Alemanha dirá que sou judeu.”]. antônio MARtins MELo - MARMEL
ARTE DA MUDANÇAARTE DA MUDANÇA
A todo instante somos tomados por sensações estranhas, pressentimentos inquietantes e nossas mentes são instigadas por conceitos absolutamente revolucionários. Isso é mais que suficiente, pois seria muito raro conseguir enxergar com clareza o acontecimento atual, dado que sobreleva enquanto acontece, sendo depois explicado pelo procedimento da história. Contudo, deixando de lado a péssima mania de tudo querer entender primeiro para, só então, depois sentir, nos cabe a responsabilidade de promovermos essa ruptura com o passado através de nossos relacionamentos e atitudes, pois de pouco em pouco é que a civilização muda. Afinal, a linha mestra de conduta é colaborar em vez de competir; distribuir no lugar de confiscar.
MARMEL - antônio MARtins MELo ANJO E PREVISÃO ASTROLÓGICAANJO E PREVISÕES ASTROLÓGICAS (POR E-MAIL’S)
Dentre as correspondências que recebi separei duas curiosidades. A primeira refere-se a uma PREVISÃO ASTROLÓGICA que fizeram. A segunda é sobre meu ANJO DA GUARDA.
1º E-mail) PREVISÃO ASTROLÓGICA PARA O SIGNO DE AQUÁRIO (meu caso) EM 13 DE JULHO DE 2008, PUBLICADA NA REVISTA DO CORREIO BRAZILIENSE pelo Oscar Quiroga, página 38:
“AGORA É QUANDO, AQUI É O LUGAR, VOCÊ É A ALMA CAPAZ DE FAZER ACONTECER. POR ISSO, ENCARE AS CIRCUNSTÂNCIAS, COMPLEXAS E INTRINCADAS, COMO UM CONVITE A EXERCER ESSA SAGRADA FUNÇÃO DE FAZER ACONTECER O QUE PARECERIA IMPOSSÍVEL.”
2º E-mail) “A tradição religiosa dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três COMPANHIAS; determinando o Anjo de proteção de cada indivíduo de acordo com o dia e mês de nascimento; e, no seu caso, Marmel, é o seguinte (nascido em 22 de janeiro):
1ª COMPANHIA composta de: Serafins, que personificam a caridade divina. Querubins, que refletem a sabedoria divina. Tronos, que proclamam a grandeza divina. (MARMEL)
2ª COMPANHIA composta de: Dominações, que têm o governo geral do universo. Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral. Virtudes, que promovem prodígios, e;
3ª COMPANHIA, composta de: Principados, responsáveis pêlos reinos, estados e países. Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes. Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos.
Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico: Aleph , corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron. Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel. Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel. (MARMEL) Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel. He, corresponde às Potências e o Príncipe é Camael. Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael. Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Franjei. Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael. Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel
A Hierarquia Angelical é formada por nove qualidades de anjos, e cada uma é liderada por um Príncipe que governa oito (8) anjos. ANJOS QUALIDADES PRÍNCIPES 01 a 08 Serafins Metatron 09 a 16 Querubins Haziel 17 a 24 Tronos Tsaphkiel (MARMEL) -------------------------------------------------------------------------- 25 a 32 Dominações Tsadkiel 33 a 40 Potências Camael 41 a 48 Virtudes Raphael ------------------------------------------------------------------------- 49 a 56 Principados Haniel 57 a 64 Arcanjos Mikael 65 a 72 Anjos Gabriel
O DIA E O MÊS DE NASCIMENTO DE CADA PESSOA É QUE DETERMINAM, JUNTOS, QUAL É O SEU ANJO DA GUARDA ESPECÍFICO DE ACORDO COM A TABELA CABALÍSTICA ANGELICAL, havendo abordagem mais específica apenas para os nascidos nas datas de 05/01, 19/03, 31/05, 12/08 e 24/10, pois, segundo o Antigo Testamento, a tradição católica e problemas de conversão de calendário, os nascidos nestes dias possuem missão mais ampla que os demais. Além disso, como o calendário egípcio era constituído de 365 dias, esses cinco dias em que não havia regência específica de anjo foram consagrados às cinco divindades que presidem as forças dos elementos da natureza (terra, éter, ar, fogo e água).
Assim, cada um dos 72 anjos tem influência em 5 dias do ano (72 x 5 = 360) e os nascidos nas datas de 05/01, 19/03, 31/05, 12/08 e 24/10 completam todos os 365 dias que formam o calendário como é hoje conhecido. Desse modo, consultando e localizando na tabela a data de nascimento é possível obter informação a respeito de seu anjo da guarda.
3 - TRONOS - TSAPHKIEL (SITUAÇÃO DE MARMEL) Sephirah - BinahPlaneta Saturno Príncipe Tsaphkiel - do hebraico - anjo da noite
TSAPHKIEL (AURIEL), PRÍNCIPE DOS TRONOS É ASSOCIADO COM A TERRA. SIMBOLIZA AS FORÇAS CRIATIVAS EM AÇÃO. AJUDA-NOS A CONTEMPLAR O FUTURO. SÃO OITO (DO 17 AO 24), OS ANJOS QUE PERTENCEM A QUALIDADE TRONO:
17. Lauviah (MARMEL) I8. Caliel 19. Leuviah 20. Pahaliah 21. Nelchael 22. Ieiaiel 23. Melahel 24. Haheuiah
Invocação ao Príncipe Tsaphkiel Tsaphkiel, Príncipe dos Tronos e chefe dos espíritos soberanos, Que estais a serviço das forças do mundo, Divina força cósmica que Tsaphkiel e seus Tronos constituem, A estrutura da verdade, graça e benefício. Permiti Senhor, que me ajude a aprimorar cada vez mais a minha existência; Permiti que eu tenha paciência na compreensão das Leis Kármicas, E iluminai-me com sua Sabedoria. Ajudai-me a ser fiel à minha verdade, E que meu presente seja agradável, fácil e propício, Para todas as realizações espirituais e materiais.
Não permitais que eu cometa excessos, Fazei-me Senhor que cuida do mundo, Peça do equilíbrio e limpeza das forças espirituais. Guardai-me para que eu possa construir um Universo harmonioso, Para que toda a existência seja de Luz. Amém.
Definição de TRONOS- é o nome dado à categoria angelical, que inspira os homens à arte e à beleza. São representados nas pinturas como anjos jovens, bonitos, segurando uma harpa, uma cítara ou algum outro instrumento musical. Príncipe - Tsaphkiel (Auriel). Seu encontro com Deus - mar, lagos, montanhas abertas, com sol, luz, claridade e música. Número de sorte - 3 Países ou cidades onde existe um elo Kármico - Irlanda, Polônia, Hungria, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Holanda, Milão, Amsterdã, Veneza, Nova York, Moscou. Gênio contrário domina - a agressividade, a vingança, o isolamento e a repressão. Dia da semana - sábado. Planta - quebra-pedra (phyllanthus niruri). Carta do Tarot - A imperatriz. Letra hebraica - ghimel. Mapa astral - analise onde está a regência do planeta Saturno. Manifestação - eles se manifestam quando existe um pouco de umidade no ar. Representação - o verão, o sol aquecendo a terra. Personalidade - são extremamente sentimentais e estão sempre prontos a ajudar. Questionam sobre tudo. Têm facilidade em fazer projeção astral e cortar através dos sonhos, coisas ruins que poderiam acontecer. São românticos e gostam de ficar sozinhos, ouvindo música ou apenas em silêncio. Doces, ternos, só conseguem produzir no trabalho quando está tudo bem; principalmente o lado afetivo. Não gostam de agir de forma instintiva, impensada; ouvem sempre sua voz interior, seu coração.
Profissões - professor, advogado, astrólogo, psicólogo (em trabalhos com adolescentes), médico pediatra, pedagogo, músico, poeta, artista plástico ou teatral, dançarino, artesão e em atividades ligadas com a natureza.
Trabalho- por seu forte instinto fraternal, geralmente a profissão está associada a interesses conjuntos ou comunitários. Não terão problemas em trabalhar com sócios, se estes forem de certa forma ligados à família. Não gostam de investir em sua própria causa. Sabem se mostrar tranqüilos em todas as situações, passando uma grande segurança. Por isso são sempre requisitados para gerenciamento de pessoal.
Ambiente - para ancorar em sua casa, um anjo da qualidade Trono necessita de música e tranqüilidade.
Ligação com o Mestre Ascensionado - VENUSIANO, protetor do sagrado mistério, da arte, da paz e da graça. Paulo Venusiano, prestou serviços na Atlântida. Ele ensina a controlar "as forças" e não exorcizá-las.
ANJOS DA QUALIDADE TRONO 17- LAUVIAH Nome do anjo em letras hebraicas - lamed/aleph/vau/yod/he. Nome do anjo em números - 12/1/6/10/5 Carta do Tarot - O carro. Número de sorte -1 Mês de mudança -julho. Exerce domínio sobre - a Alemanha. Planeta - Sol. Hora - 5:20 às 5:40 da manhã.
Salmo – 8 : “A glória do Criador nos esplendores da criação Ao mestre de canto. Com a Gitiena. Salmo de Davi." 2- Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra! Vossa majestade se estende, triunfante, por cima de todos os céus.* 3- Da boca das crianças e dos pequeninos sai um louvor Que confunde vossos adversários, E reduz ao silêncio vossos inimigos.* 4- Quando contemplo o firmamento, obra de vossos dedos, A lua e as estrelas que lá fixastes; 5- "Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles?* 6- Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, De glória e honra o coroastes. 7- Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, Vós lhe submetestes todo o universo:* 8- Rebanhos e gados, E até os animais bravios, 9- Pássaros do céu e peixes do mar, Tudo o que se move nas águas do oceano". 10- Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra!”
(Sl. 8-1. Titulo — A gitiena deve ter sido um instrumento, ou uma melodia originária de Get, na Filistéia. — Comparação entre a majestade divina e a pequenez do homem, que Deus destinou a um estado de poder e de glória. 2. Nome: concretização, segundo o gênio da língua hebraica, de termos abstratos que designam todos os atributos e até a pessoa divina. 3. Texto citado -em Mt 21, 16. 5-7. Texto citado em I Cor 15, 27; Ef 1,22; Heb 2,6ss.)
ESTE ANJO É INVOCADO CONTRA os tormentos do espírito e a tristeza. Favorece as altas ciências, as descobertas maravilhosas e faz revelações em sonhos. Quem nasce sob esta influência, tem habilidade para entender mensagens e revelações simbólicas. O mundo astral é manifestado através do inconsciente, ocorrendo visões, premonições, ou mesmo imagens de mundos superiores. Suas faculdades psíquicas são manifestadas nos pequenos detalhes, como na música, na poesia, na literatura e na filosofia. Seu resgate na Terra é muito bonito, pois a nobreza de caráter do seu espírito irradia uma luz muito intensa. Interiormente sabe da sua porção "mágica", capaz de conseguir tudo que quiser, principalmente quando o pedido ó feito para alguma outra pessoa. O que sonha realizar, torna realidade. As suas coisas materiais serão conseguidas através de muita luta ou mesmo sofrimento. Terá uma reação agradável, cordial e reconfortante para com as pessoas próximas. Entenderá a tristeza, pois saberá conhecer os mecanismos internos do ser humano. Gostará da cabala, da filosofia e será uma pessoa culta.” (À pedido, oculta-se os nomes das autoras que enviaram os e-mail’s)
MARMEL - antônio MARtins MELo
MORTE AO PASTICHE! VIVA A ARTE!!!MORTE AO PASTICHE! VIVA A ARTE!
Cento e dois anos depois do nascimento da arte moderna boa parte dos artistas ainda sobrevive com as armas do pastiche! O que era moderno, aqui nasceu velhinho. O que incautos chamaram de “pós-moderno”, era natimorto. Pela telinha digital, de plasma ou cristal, em pixel viramos deus onipresente. Contrariamos leis da física. Estamos em todos lugares, cidades, selvas, sítios. Invadimos sua praia, sua casa, seu quarto de dormir. Estamos no microchip; sobramos na sua mão! E agora?! O que fazer?! Vai encarar ou sucumbir?!
Não há dúvida! A era do fim do quadro tradicional foi definitivamente morta e jaz sepultada sob pá de cal desde o século passado! Mesmo que algumas pessoas não queiram, não aceitem, não se deram contas, não se prepararam, não foram educadas para ver, conceber, apreciar. Mesmo que alguns não saibam o que vão fazer com tradicionais suportes, materiais e técnicas em face da realidade das novas tecnologias, produtos, materiais e meios que existem. Sob protestos das carpideiras chorosas, das viúvas e amantes inconsoláveis das Demoiselles d’Avignon, seja bem-vinda à sensação de conforto da realidade ainda mais mal aproveitada que já existiu: a arte-fruto da dinâmica e exercício individual ou coletivo!
Longe disso ser a morte da pintura e da arte como um todo, isso é a sua salvação. Acredite! Não se assuste. Morte mesmo seria a continuidade do quadro como único suporte da pintura e objeto de domínio de alguns poucos privilegiados. Se não vejamos:
Durante o século passado o chamado “espírito da modernidade” ocupou boa parte do tempo dos operadores, comerciantes e pensantes das artes, e estes se embrenharam na busca de uma suposta “verdade universal”. Nessa busca associou-se à visão de um mundo mais justo e racional a um processo de democratização no setor cultural, ou pelo menos se botou muita fé nisso.
Pois bem, nos primeiros anos do século passado, as experiências de Cézanne, incorporando as conquistas da visualidade negra oriental, visava a romper como o anedotário da figuração, da alegoria, do caráter narrativo, das ilusões tridimensionalistas, que caracterizaram o extremo desejo de representação da arte acadêmica profundamente comprometida, ainda, com os ditames das leis da perspectiva da ultrapassada arte renascentista.
E refrescando a memória. Inaugurada oficialmente em 1907 através do Movimento Cubista encarnado em Les Demoiselles d'Avignon de Pablo Picasso, a então arte moderna fez da ciência e da objetividade racional os instrumentos de ação, questionando os elementos que compõem o ato de pintar. Nesse sentido, Malevitch e Mondrian assinalam os momentos altos dessa trajetória, rompendo com a simples representação paisagística, as incongruências entre o fundo e a figura, trabalhando a "inteireza" da obra que justifica o seu estar no mundo através de seus próprios valores, seu processo específico, seus percursos, seus limites, sua inteligência, suas estratégias particulares.
Entre nós tupiniquins da terra “brazililis”, ainda periferia econômica e cultural do velho mundo na época, puro e besta como bom moço recém chegado do interior, dotado de pouca memória artística em decorrência da pouca tradição visual do nosso colonizador português, o Modernismo surgiu quinze anos depois, na Semana de 22. Até então, a arte brasileira vivia basicamente mergulhada no academicismo das bucólicas paisagens, retratos da fauna e flora do que qualquer outra coisa. Possuía, quase que somente, a mesma função de registro científico e relato histórico dos primeiros tempos de colonização, em que enviava suas imagens e retratos ao Reino de Portugal para que a nobreza tivesse noção dos recursos naturais da colônia d’além mar. Apesar da histórica mostra de Anita Malfatti, em 1917, e de Lasar Segall em 1924, que nem era brasileiro nato, mas nascido em Vilna, na Lituânia, e que aqui havia chegado em 1923.
Desprezando o rígido padrão da perspectiva linear e do uso do ponto de fuga que sempre foram exigências e marcas obrigatórias em todas as obras para serem aceitas como arte pela aristocracia desde a Renascença, a arte moderna e o século XX foram apresentados ao Brasil por Tarsila do Amaral por influência de seu ex-professor em Paris, Fernand Léger, com o patrocínio e aval da aristocracia rural brasileira. Pasmem! Mas é a mais pura verdade! Sendo posteriormente custeada pela ditadura do Estado Novo, e, já nos anos 50, incentivada pela burguesia nacional urbana com a criação do Museu de Arte Moderna e da Bienal de São Paulo, que proporcionaram, pela primeira vez, exposição de grandes obras de arte no hemisfério sul do planeta.
Ainda no início dos anos 50, graças ao incentivo do Governo do Presidente Juscelino Kubitschek, a quem se deve a criação política de Brasília, a arte brasileira passou a ser produzida de forma mais consistente, mais conceitual e menos figurativista, com o engajamento de artistas que se identificaram com o pensamento concretista e neo-concretista, a exemplo de Lygia Pape, Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seguindo a intuição e ao que se tem notícia pela primeira vez no Brasil, Lygia Clark iniciou um processo que rompeu com a idéia do quadro tradicional quando passou a incorporar a moldura física ao próprio suporte da obra de arte. Passou a usar a moldura não como algo que adornasse e servisse de proteção do quadro, ou, em última análise, fosse utilizado para separar o mundo exterior do interior da tela de modo a chamar a atenção para o centro da pintura. Mas, estendeu a cor inclusive na moldura, pôs a moldura dentro do quadro também, mudou-lhe a natureza e o sentido. Limpou-lhe das conotações antigas e o trouxe de volta à percepção impregnado de outra dinâmica, de outros propósitos.
Então, o quadro (se ainda era quadro) não pré-existia ao trabalho do pintor. Noutras palavras, o trabalho do pintor não estava mais desligado da preparação do suporte onde deveria conter a expressão. O trabalho incluía - e não artesanalmente apenas - a própria criação do quadro como realidade material existente: quadro e expressão se confundiam. Ambos nasciam de um mesmo movimento formulador. Lygia Clark eliminou a contradição entre o fundo representativo e a forma-signo. O quadro inteiro tornou-se forma-signo cujo fundo é o espaço real: o mundo.
Dessa forma, a pintura brasileira foi libertada de seu suporte físico tradicional, dos limites regulares e repressores do quadro circundado pela moldura. E com esse abandono e destruição do conceito tradicional de suporte restou a salvação da pintura e sobrevivência de nossa arte mais pura e cristalina em permanente diálogo com o universo.
Paralelamente ao que ocorria no Brasil, saturados dos maneirismos da geração de abstracionistas, artistas ingleses resolveram mudar os rumos da pintura vigente no seu país, numa tentativa de recuperar o figurativismo. Assim surgiu a Pop Art (1952), vinculada à cultura de massa, refletindo a sociedade de consumo, incorporando objetos triviais, sem nenhum princípio estético definido, em que seus artistas recorriam a todo tipo de materiais e técnicas, a exemplo de Duchamp e os dadaístas, que se apropriavam da realidade objetiva sem buscar extrair dela nenhum juízo moral.
A arte conceitual (o que gera uma contradição, pois toda arte é, antes de tudo, um conceito) foi o último grande movimento do século. A arte rompeu em definitivo com as técnicas tradicionais. A pintura foi dada como morta, o objeto da arte foi fragmentado, destruído, pulverizou-se em situações várias, regidas pela ironia, pela estranheza, pela excentricidade.
Mas, parafraseando o poeta, "e agora José?" Pois é, a festa acabou. O fato é que as senhoritas de Avignon já estão com uma certa idade e todas as suas propostas de vida regidas pela inteligência, pela racionalidade, acabaram por nos colocar num beco sem saída. O mundo justo, que reintegraria arte e vida, está cada vez mais longe. Vivemos sob a égide da miséria, da destruição do planeta, da explosão nuclear provocada pelos agentes que os modernistas históricos acreditavam capazes de transformar o mundo num agradável jardim das delícias.
O modernismo, afinal, tem que pagar às suas contas com a história. E o que há de novo? Quem é essa nova senhorita que se diz bad mas é bela, que se quer jovem mas se chama póstuma, pós-moderna, disposta a recuperar o espírito libertário que a "arte, desde Manet, se ocupou em perder". Ao mesmo tempo em que investe contra as razões da história, ela faz dessa mesma história o seu último refúgio, urbana caverna, e se defende com as armas do pastiche, da subjetividade liberada com uma diarréia mental. E eis a verdade: a arte moderna envelheceu e a arte pós-moderna nasceu velha. Assim foi a crise.
Se, por um lado, podemos aceitar que radicalismos, que levaram à "ausência do ser", essência minimalista, já se encontram datados, morta a vanguarda que acabou por nos colocar a todos num espaço fechado, sem saída, por outro lado, os investimentos no prazer, na subjetividade, no desprezo a qualquer reflexão, nos levaram a uma arte meramente da retina, invertebrada (Cézanne dizia de Monet: ele é apenas um olho. Mas, logo depois, assumia o prazer e dizia: mas que olho!), preza fácil das artimanhas do mercado e do convencionalismo do gosto.
A arte dos anos 80 e 90 viveu esse dilema. Estaremos hoje, em pleno século XXI ainda às vésperas da destruição total do objeto artístico ou à espera dos calorosos raios de sol de um neo-barroco que ameaça despontar no horizonte? Essa foi a pergunta que mais se fez!
No Brasil, do mesmo modo que sucedeu comigo, jovens artistas das décadas de 80 e 90 investiram nos mestres Picasso e Matisse, buscando novas relações entre os problemas conceituais e as práticas artesanais. E o resultado desse investimento é o que se pode ver hoje: a arte se mostra mais viva que nunca. Jamais a pintura e escultura estiveram tão vivas quanto neste século XXI. Jamais a arte se fez tão presente como nos dias tecnológicos atuais. Jamais se fez tão necessária, democrática, participativa, evidente e eloqüente.
Foi clara a estratégia dos anos 80 e 90. Se a marginalidade assumida acabou por se ver institucionalizada nos museus, o caminho foi invadir museus, fazer deles casa e refúgio, sacudir a poeira e enfrentar a fera dentro da sua jaula, tentar fazer com que o público percebesse que a arte é muito mais que um quadro na parede ou uma escultura no jardim. Ela é um exercício fundamental de liberdade; é um grito parado no ar a espera de bons ouvidos.
Um grande abraço e até breve.
MARMEL- Antônio MARtins MELo.
PS (Post Scriptum que no velho latim significa “depois de escrito”).: Para quem se esqueceu, segundo consta do bom vernáculo francês, pastiche ou pasticho – como queiram – diz-se da obra imitada servilmente de outra. A VIDAA VIDA
“O espelho não se vê feio. Mas todo espelho não é reto. Tem suas partes côncavas, seus lados convexos. Toda superfície não é aquilo que, pelo simples e rápido olhar, conseguimos captar. Todo matéria não representa nada se nela não conseguimos, ao menos em pensamento, penetrar. Toda substância não tem humana razão de existência se, da essência nela contida, ao menos em parte, não conseguimos a energia captar. Assim, acreditar que se considera como pessoa o ser que, assumindo os riscos de sua própria vida, se admite como tal, se recompensa e dirige sua vontade, já é parte do caminho para justificar a própria existência.” (Marmel)
Mas, e daí?! Até aí, não há
novidade alguma! Não é mesmo? Apenas síntese de um mero
conjecturar. Afinal, “o kiko teim ah ver cum iço”? Poderia-se
pensar...
A semana em andamento pode ajudar a responder uma das maiores inquietações da humanidade: existe vida em outro planeta? A pergunta vem sempre acompanhada de outras tantas: O que é a vida? Que sentido ela tem? Há vida depois da morte? Interrogações que costumam nos levar à beira do abismo.
Há três semanas em Marte (a Brasília do sistema solar), a sonda Phoenix vai conferir se a placa de gelo onde ela aterrissou é o que os humanos conhecem como gelo: água solidificada pela ação excessiva do frio. Os pesquisadores acreditam que estão bem perto de achar vida em Marte, seja lá que tipo de vida for. Um molusco, um vírus, uma bactéria ou uma nanobactéria, a menor forma de vida já descoberta na Terra. São tão pequenas que se discute se são organismos vivos ou não.
Não é fácil definir o que é a vida. Mas dá para identificar um ser vivo por um conjunto de propriedades comuns a todos. Algumas delas, tiradas do site www.simbiotica.org/vida.htm: um ser vivo cresce e se desenvolve; tem a incrível capacidade de se reproduzir dos jeitos mais estranhos possíveis, mas que resultam em cópias bastante fiéis de si próprios; reage a estímulos — uma planta vira-se para o sol, uma tartaruga encolhe o pescoço diante do perigo; adapta-se a condições ambientais variáveis. Somos, os vivos, estruturas complexas e altamente organizadas, ainda segundo o site consultado.
Tudo isso que, ocorrendo ao mesmo tempo, produz a vida só acontece em condições especiais. É preciso que haja água, disso sabemos. Tem de ter carbono, o elemento químico que, cristalizado, se transforma num diamante — o que já confere à vida a condição de a mais preciosa das jóias da natureza. É preciso também, me ensina a revista Superinteressante, que haja uma atmosfera gasosa em altíssima temperatura e descarga elétrica. Está pronta a receita da vida em estado de bactéria.
Os organismos mais complexos, as plantas, os animais, o homem, brotaram do comportamento inesperado de uma das bactérias: de repente, ela começou a captar a luz do Sol sobre um pigmento verde, a clorofila, a reter gás carbônico e a expelir oxigênio. Durante milhões de anos, a Terra acolheu o oxigênio expelido por essa bactéria desobediente até chegar às condições que permitiram o surgimento de vidas mais complexas — nós, propriamente ditos.
Frutos da desobediência de uma bactéria, somos criaturas eternamente espantadas conosco mesmas. Independentemente de nossas crenças — se em Deus, se nos espíritos, se nas forças da natureza, se em nada —, de todo modo, viver é um negócio muito estranho. A gente vai tentando fazer o melhor ou o menos pior. Mas e se não for nada disso? E se, depois de mortos, cada um de nós perceber que viver é outra coisa? Que é uma faísca, um clarão, um frescor, uma brincadeira dos anjos e que a gente, em vez de aproveitar, fica tentando entender? Melhor nem pensar.
rsrs
Ou melhor, bom mesmo é o livre pensar!
Um grande abraço,
MARMEL - Antônio MARtins MELO
PS. Fotografias do Planeta Marte revelaram que há gelo na superfície desse planeta esta semana. Sendo assim, e salvo engano, onde há gelo, há ou houve água; substância essa fundamental para a existência de vida, segundo concebemos. Conseqüentemente: seja bem vinda à nova página da história humana. Esperanças que se renovam... .
Brasília Capital Americana da Cultura
Brasília Capital Americana da Cultura
O fato de que Brasília é Patrimônio Histórico da Humanidade não é notícia nova. A novidade é que esse patrimônio cultural brasileiro completa este ano 20 anos de tombamento e as comemorações vem acontecendo desde julho de 2007 promovidas pela UNESCO em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF), especialmente no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília.
Um dos momentos marcantes dessa festa - que ainda não acabou - está sendo o anúncio de que Brasília, Capital Federal do Brasil, foi eleita como CAC de 2008, ou seja, como Capital Americana da Cultura 2008, sucedendo, como referencial cultural das Américas a cidade histórica de Cuzco, no Peru.
O título foi conferido pela Organización Capital Americana de Ia Cultura (CAC), uma entidade não-governamental ligada ao Bureau Internacional das Capitais Culturais reconhecida pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelos parlamentos europeus e latino-americanos,
Todos os anos, a CAC seleciona uma cidade do continente americano para ocupar o posto, e, em consequência, a capital escolhida tem suas características e atrações divulgadas no mundo inteiro. Assim, Brasília e seus talentos viraram tema de novos filmes e alvo de realizações de projetos artísticos internacionais nos canais de televisão Discovery Channel e Antena 3, respectivamente dos Estados Unidos e Espanha. Além disso, dados sobre a Capital Federal e seus artistas também passaram a ficar disponíveis no Centro Internacional de Documentação de Capitais Culturais em Atenas, na Grécia, primeira cidade a ocupar o posto de capital cultural européia.
A importância do título para a Capital é gigantesca. A partir de agora a cidade vai ter divulgação ainda mais positiva em âmbito internacional, contribuição para o aumento de fluxo turístico internacional, divulgação dos valores artísticos e culturais do seu patrimônio e valorização imediata do Prêmio José Aparecido de Oliveira, o que sem dúvida contribui ainda mais para reafirmação de seu excepcional celeiro de grandes artistas internacionais em todas as áreas.
MARMEL - antônio MARtins MELo EFEMÉRIDES SOBRE ARTE, TEMPO E VIDAEFEMÉRIDES SOBRE ARTE, TEMPO E VIDA
Eventualmente, podem sobrar recursos financeiros, mas nem isto constituirá sucesso se as pessoas participantes não tiverem estabelecido vínculos fortes e sinceros entre elas. Por isso, use toda a capacidade de sua inteligência e permaneça com a mente lúcida, de modo que quando chegar o momento de mudar de orientação e de planos você não ache que ainda seria tempo de agarrar-se aos desejos originalmente enunciados.
É verdade, você só distinguirá o caminho certo do errado através da experiência e vivência, e não apenas da teoria pura. Mas, enquanto continuar apenas pensando novas e diferentes dúvidas e incertezas se agregarão às já existentes. Por isso aja, e todas as dúvidas desaparecerão. Este é o momento da ação, e neste sentido é melhor errar por fazer do que por evitar tomar atitudes concretas, mesmo que em nome do bom senso.
Veja, longe é um lugar que não existe para nossa humanidade, pois todas as pessoas medianamente evoluídas podem viajar longe sem que seus corpos saiam do lugar em que se encontram, seja simplesmente pensando, seja realizando; ou simplesmente tentando realizar, a todo custo. Afinal o verdadeiro motivo que guia uma atitude não se deve avaliar pela intenção, mas pelos resultados. Assim é fácil arvorar boas intenções, mas é difícil aceitar que os resultados de urna ação sejam o retrato fiel das verdadeiras intenções.
Mas preste atenção, sem uma meticulosa organização prévia, nada demais acontecerá, pois tudo será como fogo de palha, acenderá e queimará com rapidez, mas não produzirá calor aconchegante. Por isso, embora não se deva deter apenas no pensar, organize tudo muito bem, planeje tudo o melhor possível, pois todo ato gera uma consequência, e não é necessária grande luz mental para reconhecer este fato. Por isso, já que você está prestes a se deixar carregar pela força do desejo, conheça de antemão todas as conseqüências deste desejo.
Afinal, sem algo ou alguém considerado sagrado para reverenciar nossa humanidade estaria perdida entre o céu e a terra. Afinal, a ilusão racionalista é a de achar que o sagrado é uma superstição, porém, supersticioso mesmo é pensar que a razão explica tudo.
MARMEL- antônio MARtins MELo O Brasil no MAPA das artes, ARCO’08O Brasil no MAPA das artes, ARCO’08
Homenageada pela feira Arco'08, a arte brasileira ganha visibilidade na Espanha, mas o seu reconhecimento internacional depende do mercado, da crítica e do circuito institucional.
Nesse sentido, por uma semana o Brasil esteve estrategicamente posicionado no centro do mapa das artes mundial. Obras de 108 artistas de 32 galerias brasileiras estiveram localizadas em um pavilhão de mil metros quadrados na 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madri - Arco'08. Se considerarmos a intensa programação de performances, mesas-redondas e mostras paralelas de arte, filmes e vídeos que se prolongam até este mês de abril em diversos espaços culturais da capital espanhola, o número de artistas passa de 150. O acontecimento foi uma operação cultural e comercial, acionada pelo Ministério da Cultura do Brasil - que destinou R$ 2,6 milhões ao projeto -, em parceria com a Arco e outras importantes instituições espanholas. Embora o evento promoveu uma superexposição, houveram divergências sobre que tipo de impacto que essa visibilidade pode gerar sobre a valorização brasileira no mercado internacional.
Divergências à parte, enquanto alguns questionam o real interesse dos circuitos europeu ocidental e americano pela produção brasileira como um bloco, outros vislumbram, em médio prazo, sua expansão nos moldes do crescimento da arte contemporânea chinesa, que nos últimos anos teve uma valorização explosiva de até 400%.
De resto, entre mortos e feridos, restou a certeza de que a arte brasileira continua a projetar para o mundo mentes e talentos inigualáveis que vale conhecer, rever e conferir, com certeza.
MARMEL – antônio MARtins MELo.
BB, FF, FB, BFBELA BELA, FEIA FEIA, FEIA BELA, BELA FEIA
Desde o ano passado tenho dedicado boa parte de meu tempo a produzir algo que reúna num só evento todo tipo de técnica de manifestação de arte com a qual já me envolvi até hoje, por isso voltei a refletir sobre conceitos tais como o belo e o feio no contexto atual da sociedade, motivo pelo qual nasceu esse presunçoso texto que ouso transcrever.
Mas, falar que toda beleza é como um raio e vestígio da imensa formosura de Deus, por isso a recebemos como um bem e a admiramos, não está nos meus planos! Tão pouco é meu objetivo refletir sobre seu conceito para finalmente cair na mesmice e ratificar que a beleza é a assinatura do mestre na obra em que imprimiu sua alma, ou que a beleza é a divindade que se manifesta.
Sem a preocupação do que conduziu a reflexão, por instantes lembrei de que as mais belas coisas do mundo são as mais inúteis; como por exemplo, pavões e lírios, e, em seguida, mais academicamente, me lembrei que o ideal de beleza é o acordo entre o conteúdo e a forma. Mas, seja como for, certo é que no inverno parece linda a flor que no meio de abril se desprezou. Na sombra é bela a própria estrela que em face do sol não se olhou...
Mas, voltando ao raciocínio após esse poético devaneio. Sempre associado a algo de bom e positivo, enquanto o outro sempre esteve ligado a noção de algo ruim e negativo, o belo e o feio foram assim rotulados de acordo com cada cultura, época e espaço abordados. Daí desnecessário dizer da relatividade do conceito e que as musas inspiradoras da arte no século 17 hoje teriam que enfrentar cirurgias e spa para continuarem na mídia.
Mas, afinal, o que é o belo e o que é o feio, hoje em dia?! Ao que consta, o belo é o que tem forma perfeita ou quase perfeita e proporções harmônicas; que é agradável aos sentidos, elevado, sublime, majestoso, grandioso, imponente. Também é considerado como o bom, o generoso, o ameno, o aprazível, o sereno, o próspero, o feliz, o lucrativo e o vantajoso. Popularmente é um benefício ligado a Deus e ao divino inexplicável. Esteticamente é definido como uma qualidade atribuída a obras humanas e, ou, da natureza anunciadas por meio de fatores subjetivos como a emoção estética, sentimento e percepção do belo, e todos os fenômenos psicológicos ligados à criação que levam à busca da definição das demonstrações concretas que suscitam, conduzem a análise das obras de arte, dos conceitos de gosto, harmonia, equilíbrio, perfeição.
O feio, por sua vez, com bem menos sinônimos e muito mais predicativos é tido como algo de aspecto desagradável, deforme, disforme, desproporcionado, indecoroso, torpe, vil, difícil, insuportável, insofrível, desventuroso, triste, escuro. Em inúmeras situações, o feio foi o outro, o inimigo, o estrangeiro. No passado, a expressão representou ausência de virtudes, mas também foi referência para a dor, morte, martírio. Era a face do demônio e das bruxas. E hoje, é freqüentemente usada para definir aqueles que não se encaixam nos padrões do que é estipulado como belo socialmente, e por conta disso, muitos inconformados com a própria aparência cometem excessos na busca pela beleza e, ironicamente, acabam encontrando o oposto, ou seja, a deformidade, como no caso do cantor Michael Jackson que, por ter enfrentado inúmeras intervenções cirúrgicas no rosto, exibe atualmente uma face disforme, beirando o bizarro.
Entre os que pedem desculpas as mulheres feias e afirmam que ‘beleza é fundamental’, e os que ironicamente desejam saber quem foi o infeliz que disse que ‘o amor é cego e o que importa é a beleza interior’, e os que fazem piada de antemão e pedem desculpas pela própria feiúra no exato instante em que são apresentados a alguém, ao invés de dizerem um ‘muito prazer’, é interessante observar que a mesma sociedade que, por vezes, endeusa alguns manequins e modelos de passarela como padrão de beleza a ser seguido, cobra uma alta fatura dos que são diferentes, e estimula a simpatia por monstros gentis, como o sensível ET do filme O Extraterrestre, revelando as contradições deste mundo contemporâneo, e estimulando a aceitação social do feio, a exemplo do MESTRE YODA, que é um dos simpáticos personagens centrais da série de filmes Guerra nas estrelas, por esbanjar sabedoria; A FERA, criatura horrenda que exibe um coração nobre no clássico filme A bela e a Fera, e SHREK, o ogro mais famoso do planeta, que primava por sua educação, bons modos, lealdade e coragem, e que fizeram-no conquistar o coração da belíssima princesa Fiona.
Através de desenhos, pinturas, esculturas, fotografias, cinema, literatura, música, as obras de arte proporcionam uma viagem à história da beleza e da fealdade, partindo de textos gregos até nossos contemporâneos dias. Por isso, não foi à toa que o filósofo francês, Voltaire, perpetuou: “Perguntem a um sapo o que é a beleza... Ele responderá que consiste em sua fêmea, com seus dois belos olhões redondos que se destacam na cabeça pequena, a garganta larga e chata, o ventre amarelo e o dorso escuro."
E não é por demais lembrar, que o feio nem sempre pode ser entendido como o oposto ao belo, pois a percepção de beleza mudou, muda e mudará no decorrer da história. Assim, uma obra, uma pessoa, um fato, um tipo físico, um valor que era considerado belo no passado pode ser visto como grotesco e horrendo aos olhos do expectador de hoje. Daí a relatividade do feio e do belo, que devem ser vistos e considerados sob a ótica do tempo, cultura e espaço considerado, para melhor aferição do conjunto e real significado.
Para se ter uma idéia melhor da coisa e fazer jus a quem sempre se preocupou especialmente com este tema, ao que consta, desde os tempos áureos da Inquisição Renascentista, a mulher tida como feia servia de objeto de recreação e diversão, e algumas famosas morreram na fogueira santa. Aliás, diga-se de passagem, a feiúra recebeu atenção especial das religiões, seja pelo conforto espiritual que proporcionavam aos menos favorecidos, como uma espécie de compensação advinda de divindades, seja porque a mulher feia não era tão cobiçada, solicitada e oferecia segurança aos seus namorados e cônjuges. Muito ao contrário da mulher bela que muitos até hoje desejam simplesmente ostentar, a mulher tida por feia compensava a ausência de dotes físicos com a castidade, acatamento, humildade, dedicação, competência, cultura e simplicidade, que, ao mesmo tempo em que era útil para perpetuar o status e falsos valores das classes sociais dominantes, afastavam escândalos e perigos, pois a feiúra era vinculada aos estigmas morais e a falsa idéia de que o mau é feio e o bom é bonito, por natureza.
E as coisas não mudaram muito no decorrer dos tempos. Para melhor vislumbrar a situação basta se verificar que as donas de casa ainda preferem contratar empregadas domésticas que não são jovens e não ostentam muita beleza física, seja por temerem a concorrência do belo em seus lares, seja por insegurança, na intenção de tentar evitar o risco de uma suposta infidelidade ou perda do companheiro sob seu teto conjugal. E olhe que isso não se dá apenas no âmbito doméstico, e que o digam as indispensáveis secretárias dos escritórios, que sempre foram estigmatizadas e mal faladas simplesmente por permanecerem a maior parte do tempo de seus dias na companhia do ser amado de alguém, e por vezes laborando arduamente na sala ao lado.
Por outro lado, não é necessário ser grande filósofo para chegar a conclusão de que vivemos num contexto social de grandes contradições. Basta dar uma olhada na janela para ver o contingente de pessoas que, buscando sua identidade num mundo de código de barras, tatuam e perfuram suas carnes para ficarem mais parecidos com seus ídolos. Tão pouco é necessário ser cientista dotado de escalafobético raciocínio para concluir que a união de um homem feio com uma mulher bonita, ou quando ambos são igualmente bonitos, tem mais probabilidade de durar do que o inverso, até porque, na maioria das vezes, a beleza feminina é mais denotada. Afinal, as mulheres são socialmente mais valorizadas e cobradas por sua beleza que os homens, e por isso mesmo, em termos de envelhecimento, há décadas dizem que o tempo é mais cruel para com as mulheres. E se já afirmavam isso tempos atrás, quando na maioria das vezes apenas o trabalho doméstico recaia sobre os delicados ombros femininos, que se dirá depois dos tempos feministas atuais em que a mulher passou também a competir em pé de igualdade com os homens no mercado de trabalho, assumindo as mesmas obrigações e desgastes psico-fisiológicos masculinos, sem, no entanto, livrar-se totalmente do ônus doméstico?!
Traduzindo a palavra grega ‘estética’ (aisthésis) tem-se que significa sensação ou reação individual provocada diante de uma pessoa, obra de arte ou paisagem associada aos demais sentidos, norteados pela cultura e sociedade vigentes num determinado tempo, espaço geográfico e condição psico-fisiológica individual. Assim, o conceito de beleza e feiúra são tão relativos, diversificados e inspiradores que - exatamente por isso- são admiráveis, e fazem prova disso também os artistas românticos que encarnavam o conceito de feio só para criticar os seus antecessores clássicos, enquanto os produtores da arte moderna apelaram para o grotesco como objeto de expressão máxima da arte surrealista.
Seja como for, é certo que para muitas pessoas a beleza não tem tanta importância porque não revela quem é de fato a pessoa que existe dentro da aparência do ser. No entanto, para milhares de outras pessoas que são capazes de vender o corpo, a carne, a alma, a dignidade e tudo mais que possa ser convertido em dinheiro em troca de uma aparência mais agradável, a beleza é tudo e é fundamental.
Fruto do processo de massificação cultural que estabelece padrões gerais de comportamento e imprime um verdadeiro código de barras padronizador de conduta, pensamento e reação para a matéria aparente de cada indivíduo, ao mesmo tempo em que desconsidera a personalidade única especial de cada ser, o simples fato de não se ter a mesma aparência e opinião dos demais, de não ser aceito como se é pelo grupo, para muitos pode ser motivo de sofrimento, dor e distúrbios de toda sorte. Afinal, para o ser humano a aceitação pelo grupo em que vive é importante, por isso pessoas buscam semelhanças e tendem a rejeitar as diferenças e resistir às novidades porque aos olhos da sociedade nem toda surpresa é agradável e o comumente é o que é esperado, o comum, o rotineiro e freqüente, especialmente se considerado que determinadas formas, curvas, aspectos, aparências, pensamentos e condutas são mais desejados que outros, que por sua vez tendem a rejeitar pessoas e tudo mais que se contrapõe ao padrão social imposto.
Entretanto, apesar da diversidade de gostos e aparências impostos pelo padrão social não é só necessário como também possível conviver com as diferenças quando o indivíduo passa a valorizar outros atributos que não apenas os padrões estéticos ditados pelos fazedores da conduta em sociedade. Afinal, os conceitos de beleza e fealdade variam de pessoa, lugar e momento. Além disso, mesmo as mais modernas cirurgias plásticas não são suficientes para fazer alguém viver bem, e definitivamente contente consigo.
Prova da diversidade de opiniões e conceitos aconteceram quando, em dois seminários diferentes, propus aos colegas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, e posteriormente aos colegas da Faculdade de Direito, que descrevessem sucintamente, em uma folha de papel em branco, a mesma cena de um acidente que lhes mostrei a fotografia e filmagem. E o resultado, que não trouxe novidade, ratificou a óbvia e ululante existência da diversidade de óticas do ser humano sobre o mesmo objeto acontecido.
Sem dúvida, revelam as máximas da experiência do que comumente acontece, especialmente na sociedade visual e consumista de hoje em dia que privilegia mais o ter que o ser, que a aparência é algo importante e definidor de importantes situações nas relações cotidianas nas quais ser ou não ser belo faz toda a diferença. Basta verificar alguns setores da vida cotidiana, como, por exemplo, o SOCIAL, no qual a aparência pode provocar elogios ou deboches, aceitação ou desprezo, admiração ou crítica; PROFISSIONAL, a aparência pode facilitar a obtenção ou recusa de emprego, a conquista de privilégios ou recusa para ocupação de cargo, a representação de um grupo ou o menosprezo para execução de tarefas de representação; AFETIVO, a aparência pode atrair ou repelir a pessoa amada, pode provocar paixões bem correspondidas ou conduzir ao fracasso, pode ser atrativo de multidões ou conduzir a mais completa solidão, pode ser um facilitador de realizações ou pesado encargo para autopromoção; PESSOAL, a aparência pode ser motivo de alta ou baixa estima, pode ser um convite para oportunidades sociais ou condenação ao degredo, isolamento e motivo para que se evite a exposição da própria imagem.
Sendo certo que boa parte das pessoas não está contente consigo e, se pudessem, mudariam algo em seus corpos e não em suas mentes, o individuo termina por engajar-se nas fileiras da guerra declarada contra seu próprio corpo e maneira de viver na busca frenética e patológica de mudar a própria aparência –dantes pelo elixir da eterna juventude e agora pelos resultados da cirurgia plástica - como se tal correspondesse ao mais importante valor da humanidade em todos os tempos, enquanto despercebidamente mergulha em parafuso num poço sem fundo de ciclo vicioso que ora oscila entre a auto-rejeição, a insatisfação e o ridículo, esquecendo as demais qualidades que tem ou deveria ter, como a capacidade de amar, fazer e acontecer, a inteligência, a cultura, a educação, a simpatia e tudo o mais que perfaz em conjunto o seu importante ser e não o consumismo desenfreado de ter, que neste exato instante não consegue perceber.
Sem dúvida, a evolução da medicina plástica praticamente aboliu da face da terra o ser tido como feio e tornou mais acessível o ideal de beleza popular. Mas, o que difere uma busca saudável por um corpo mais belo e harmonioso da busca doentia, obsessiva e desenfreada por um corpo idealizado? O que diferencia a mera busca de correção de um defeito na ponta do nariz, do tipo de busca obsessiva empreendida pelo cantor Michael Jackson, que após se submeter a diversas intervenções cirúrgicas perdeu os traços físicos que o consagraram inicialmente, e, contrariamente ao resultado pretendido, obteve mesmo depois de tantas cirurgias o grotesco a ponto de passar a viver escondendo o próprio rosto? Igualmente, sem sombra de dúvida, apenas uma análise psicológica, caso a caso, permitirá identificar o ser doentio, patológico, que busca a todo custo nas mesas cirúrgicas aplacar sua eterna insatisfação física, conhecida cientificamente como ‘dismorfia corporal’, do ser normal e saudável, que busca apenas amenizar naturais imperfeições da fábrica humana, conhecidas por ‘deformidades’.
O IMPOSTO SOBRE O FEIO
Inconformado, no mínimo, com a falta de beleza física pessoal com que a natureza lhe presenteou, aliado, talvez, a falta de recurso financeiro para custear cirurgia plástica e somados, quem sabe, ao sedentarismo mórbido cultivado desde a infância e péssimos hábitos alimentares, há quem risivelmente caminhe na direção do retrocesso e na contramão do processo histórico e, valendo-se do princípio jurídico da igualdade de todos perante a lei, presente na Constituição de países democratas, há quem consiga ver na beleza natural dos demais cidadãos certos privilégios concedidos apenas aos belos, de modo que riosonhamente chega ao absurdo de propor a criação de um imposto a ser cobrado sobre a beleza dos lindos como forma de tratamento igualitário entre feios e belos, e a fim de compensar os sofrimentos e agruras suportadas pelos esteticamente menos favorecidos.
Ora, além da idéia da criação de tal imposto não ser nova, rotular e padronizar por baixo a disparidade da situação entre o feio e o belo não resolverá questões isoladas de alguns e tão pouco tornará a vida do feioso mais fácil, ou melhorará sua auto-estima, ou lhe tornará uma pessoa mais equilibrada e feliz. Na verdade, os adeptos da existência de tal imposto deveriam policiar melhor seus pensamentos externados para não passarem a sofrer os efeitos de suas propostas até porque, certamente, tal hipotético tributo deverá recair, na realidade, sobre o feio visto que o ideal a ser buscado é o belo e não o feio. Além disso, como forma de combater o conformismo, o sedentarismo, a falta de incentivo, a melhoria física, intelectual, cultural, emocional e psicológica, enfim, por uma qualidade de vida melhor para todos, o imposto deverá ser cobrado, isso sim, dos desajeitados feios, até mesmo como forma de incentivo e cultivo de um mundo melhor, mais bonito e mais feliz para todos.
O FEIOSEXUAL
Em oposição ao metrosexual fala-se da existência de um novo estereótipo, o chamado feiosexual. Segundo dizem os princípios norteadores dessa nova categoria são os seguintes:
1) O feiosexual desafia os estereótipos estéticos com personalidade senso de humor e grande auto-estima. Ele não teme nem o fracasso no trabalho, no amor, ou no sexo. Usa as críticas para aprender. Supera-se tantas vezes quanto necessário para conquistar o que deseja.
2) A busca pela beleza é a antítese de sua existência, ele desfruta uma vida dissociada do espelho e da balança, sem angústias, complexos ou comparações estéticas.
3) É consciente de que para vencer na vida precisa se esforçar, estudar e se preparar mais do que os belos, sendo essa a única forma de disputar com chances qualquer lugar nessa sociedade governada pelo marketing do corpo perfeito.
4) Não idolatra os líderes estéticos nem tenta ser como eles. Não se deixa levar pela moda.Assume um comportamento consumista racional, não compulsivo.
5) Como não busca ter um corpo perfeito, tampouco exige em uma conquista amorosa a perfeição estética. Seus relacionamentos amorosos são mais genuínos, duradouros e honestos.
6) Com personalidade, auto-estima e sentimento de segurança, consegue alcançar os objetivos a que se propõe, ainda que seu corpo não reflita a imagem do típico vencedor.
7) Ao feiosexual não interessa emagrecer, fazer dietas saudáveis ou deixar o sedentarismo só para se sentir melhor. Não trata o corpo como um pacote, mas como um todo. Representa uma nova forma de vida. É o fim da beleza idealizada.
Depois disso tudo, penso que as pessoas poderiam –pelo menos uma vez na vida - observar um pouquinho os demais animais, que são tão plácidos e bastam-se a si mesmos. Eles não suam nem se queixam de sua condição. Não ficam despertos no escuro, não choram seus pecados, e não se repugnam discutindo seus deveres para com os outros. Nenhum deles se mostra insatisfeito; nenhum deles se deixa enlouquecer pela mania de possuir coisas. Nenhum deles se ajoelha diante do outro, nem diante dos da sua espécie. Nenhum é infeliz ou busca a beleza e a perfeição.
Assim, sendo ou não assunto de perfumaria para algumas pessoas, certo é que em tempo algum a beleza corporal foi tão cultuada, valorizada, massificada e padronizada. Afinal, ninguém nasce bom ou mau, feio ou bonito (embora algumas pessoas tenham a cara de joelho por toda a vida). As pessoas se constroem sempre e não podem deixar de ser o que são na medida em que são moldadas por suas experiências e pontos de vista. Nossas atitudes são a presença e a atuação do sistema social dentre de nós, mesmo contra nossa vontade, a todo instante. E assumir atitudes é difícil. Mudar de atitude, mais ainda. Enfim, nossas atitudes são os NÓS que nos amarram e os papéis que nos restringem. Mas se queremos outro mundo precisamos de novas atitudes. Afinal, querer para si a perfeição –para alguns- pode não ser pecado. Para outros, pode tornar-se doentia obsessão. Mas todos queremos para nós mesmos o bom e o melhor. E se quisermos o novo basta impedirmos a repetição do velho, pois somos equilibrados porque perdemos o equilíbrio a todo instante.
MARMEL –antonio MARtins MELo
ALMA DE MULHERALMA DE MULHER
- Satisfazer uma mulher é possível! Entendê-la... não é preciso! Desista dessa idéia... Nem tente saber de sua contradição, Se estará ou não de bom humor É perda de tempo... é frustração.
- Mulher não nasceu pra ser entendida... Foi criada pra ser apreciada Por quem consegue ver além de seu corpo, Su’alma e divindade; Que nos seduz os sonhos E de satisfação invade.
- Mulher é a mais deliciosa fruta Nascida da palavra invasão, Capaz de tornar a vida leve Se encontra em si e no parceiro Quatro braços e dois corações dispostos A viver como amantes-companheiros.
- Mulher é bicho de presa e caça Que se deixa prender na liberdade E leva à arribação, Quando por amor se entrega E tem pelo amado Suas pétalas tocadas.
- E nós, sensibilizados por seus gestos, Iluminados por sua luz, Vivos por seu amor, Não nascemos para entendê-la; Nos encontramos cativos, Quando ela quer cativar.
- Por isso é perda de tempo tentar entender uma mulher, Pois o que ela mais deseja, ao final de contas, Como todo mundo, é só amor e mais nada; Sentir-se respeitada, digna, desejada; Ser de seu amor por inteira, Além da eternidade.
(MARMEL – Antônio MARtins MELo)
8 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Uma greve. Um grito por direitos. Era 8 de março de 1857. Por meio de uma reivindicação por melhores condições de trabalho, o mundo descobriu a força da mulher.
Cerca de 130 trabalhadoras ocuparam uma fábrica de tecidos em Nova Iorque e começaram a pedir redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento com dignidade dentro do ambiente de trabalho.
Do outro lado, os patrões mandaram ordens para que a manifestação fosse reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica e a esta foi ateado fogo. Todas morreram. Mas, sua luta e vidas não foram em vão. O mundo hoje passa por revoluções diárias, iniciadas por aquele ato, a exemplo da Revolução francesa, em 1789, quando as mulheres passaram a atuar na sociedade de forma mais significativa. Veio o direito ao voto em 1932 e ações mais efetivas com menos preconceito e desrespeito.
Anos mais tarde, em 1910, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem àquelas que morreram na fábrica em 1857. Mas, foi somente no ano de 1975 que a data foi oficializada pela Organizarão das Nações Unidas.
Esta data é dia comum para alguns, mas uma data histórica para milhares. Milhares de mulheres que apesar dos avanços em diversos campos, ainda sofrem com salários baixos, violência masculina e desvantagens na carreira profissional e com o preconceito não apenas de homens, mas de outras mulheres arraigadas ao machismo predominante na sociedade mundial. Data também lembrada por aquelas que suportaram dores e superaram obstáculos e hoje vencem uma luta a cada dia, com força e graça.
Lucrécia Mott, Louise Otto, Olympe de Gouges, John Miil, Condorcet, e cá entre nós Mayara Paz, são alguns dos nomes que marcaram e marcam a luta pelo respeito às mulheres. Beltrano, Fulano e Cicrano são exemplos de outros que se mantiveram anônimos, com medo de expor sua cara na luta pela dignidade feminina. Por causa da omissão destes, mulheres são violentadas e mortas a cada dia por ditos "companheiros" opressores que as tratam como propriedade. Meninas não chegam a se tornar mulheres e mulheres perdem a vida antes de se tornarem seres humanos. E seres humanos, em especial do sexo feminino, por haverem cometido delito, são trancafiadas em cadeias públicas abarrotadas de “homenimais” há muito privados de sexo e afeto, e lá, sem proteção sequer de sua integridade física, são estupradas nas barbas da vergonha, falência e iniqüidade do Estado, que tem o dever legal, moral e humano de protegê-las, na exata medida que detém a custódia de suas vidas.
O presente continua absurdo, mas o passado já foi mais sangrento. O vermelho do sangue já estampa cartões de amor e rosas belas. Vemos mulheres com mais auto-estima, por poderem olhar a todos na mesma altura, sem distinção de sexo. São muitas com tripla jornada de trabalho, que chegam cansadas de um dia fatigante e ainda assim tem forças para ninar uma criança que lhe pede o colo, mas se sentem plenas por serem tratadas como iguais.
Não apenas no dia 8 de março, mas em cada dia na presença de uma mulher que valorize e admire, homens - e demais mulheres - devem fazer coro aos que lutam por respeito e dignidade, não apenas feminina, mas de todos os seres humanos. Digamos não ao preconceito, não ao desrespeito, não à falta de dignidade.
Às mulheres peço pelo desejo de conscientização de seus valores. Saibam a que vieram e gritem não ao desrespeito que lhe forem imposto. Aos homens verdadeiros, continuem a ser companheiros e não meros amantes. Homens que respeitam e valorizam parceiras, mães, filhas. Façam-se parceiros na luta diária que ao ser feita por quatro braços e por dois corações que se respeitam, se torna mais leve e prazerosa. (Jornal da Asa Norte, Brasília-DF, Março de 2008, pág. 7, inspirado por Mayara Paz) INTUIÇÃO, SEXTO SENTIDO E FEELING NA ARTE, CIÊNCIA E VIDAINTUIÇÃO, SEXTO SENTIDO E FEELING NA ARTE, CIÊNCIA E VIDA
CIENTISTAS PROVAM QUE A INTUIÇÃO É UM PROCESSO DA MENTE E CORAÇÃO SENSORIAL, POR ISSO APRENDA A USAR O MESMO PODER DE EINSTEIN, MOZART, JUNG E OUTROS. AFINAL, QUEM NUNCA TEVE A TEMEROSA SENSAÇÃO DE QUE DEVERIA MUDAR DE OPÇÃO NO INSTANTE EXATO DE TOMAR UMA DECISÃO?! OU QUE DEVERIA TER OPTADO POR OUTRA SOLUÇÃO IMEDIATAMENTE APÓS MANIFESTAR SUA OPÇÃO?!
Pois é, desde os primeiros anos de vida notei um fenômeno curioso que sempre acontece comigo e muitas pessoas, por isso resolvi prestar mais atenção nesse acontecimento momentâneo, buscar explicações mais científicas e aprender um pouco sobre esse fato que revela um pouco mais da divindade humana, influencia sua vida, seu sentimento de amor, criatividade, sensibilidade, emoção e arte. Para algumas pessoas essa dúvida é normal e não passaria de um simples impulso provocado por qualquer insegurança boba quando se depara inesperadamente com uma decisão a tomar. No entanto, PARA OUTRAS PESSOAS, ESSE EXATO SEGUNDO JAMAIS PASSARÁ DESAPERCEBIDO, E O QUE ACONTECEU NAQUELE EXATO INSTANTE É ALGO QUE NÃO SE CONSEGUE TRADUZIR EM POUCAS PALAVRAS, E PODE INDICAR, ALGUMAS OU MUITAS VEZES, A MELHOR ALTERNATIVA PARA AQUELA SITUAÇÃO, NAQUELAS CIRCUNSTÂNCIAS INDIVIDUAIS. E dentro desse segundo grupo me incluo e parabenizo cientistas e estudiosos brasileiros, americanos e europeus pela implementação de Centros de Pesquisa e Estudos da INTUIÇÃO, um fenômeno classificado como a capacidade de PERCEBER ou DISCERNIR verdades, coisas, eventos ou acontecimentos futuros de modo imediato, automático, independente de sua vontade, e diferente do método que usa simplesmente a razão ou conhecimento analítico, utilizado na maioria das vezes.Também chamada de sexto sentido, premonição ou feeling, a INTUIÇÃO que sempre foi vista como algo inexplicável ou místico, até então, finalmente caiu nas graças de renomados cientistas e estudiosos que buscam através de seu estudo esclarecer os complicados processos mentais e corporais que se escondem por trás da intuição. Prova dessa verdade é o grande volume de pesquisas publicadas na internet que evidenciam uma atenção cada vez maior para o tema do sexto sentido.
Uma dessas pesquisas traz um resultado no mínimo curioso. Um grupo voluntário de dez empresários bem sucedidos, que acredita que a intuição os ajudou a enriquecer, submeteu-se a uma série de testes psicológicos e fisiológicos. Fizeram exercícios que simulavam investimentos em empresas que apresentavam resultados negativos, dispondo do mínimo de informações possíveis. No desenvolvimento dos exercícios e indicação das melhores soluções para os problemas das empresas alguns preferiram confiar também em seus palpites e experiências individuais, enquanto outros se detiveram apenas no âmbito dos racionais dados matemáticos que lhes foram fornecidos. RESULTADO: as empresas coordenadas pelos empresários que confiaram também na intuição apresentaram resultado mais positivo, e os respectivos empresários tiveram uma desaceleração no rítimo cardíaco seis (6) segundos antes de assinalarem suas opções, além de que ficou provado também que o corpo passa por um estímulo antes de o cérebro fazer a decisão; o que prova igualmente que O CORAÇÃO TAMBÉM É ÓRGÃO SENSORIAL.
Outra pesquisa de resultado interessante revela que ATÉ MESMO NOS ERROS DO PASSADO SE ENCONTRAM SINAIS PARA COMPREENDER A INTUIÇÃO. O mecanismo é simples e acorre sem que se perceba: uma onda elétrica é disparada milésimos de segundo APÓS uma decisão, mas ANTES do fato em si consumar-se ou ter continuidade, como uma espécie de lembrete para que se evite uma situação desagradável vivida e esquecida no presente, mas que poderá se repetir logo em seguida. Tal mecanismo serviria como um sinal do organismo para que se permaneça alerta a fim de que se evite cometer novamente o mesmo erro ou busque corrigir um erro em andamento que ameça ser concluído breve, ou evitar um acidente iminente em decorrência de buracos na estrada, por exemplo. Afinal, MONITORAR OS PRÓPRIOS ERROS É OBRIGAÇÃO DE TODOS, ALÉM DE PRÉ-REQUISITO PARA A EXISTÊNCIA DA INTUIÇÃO, pois “GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA”, e tem medo de água fria porque já foi banhado em água de temperatura agradável (morna) e não gostou, e se não gostou dessa certamente não gostará da água na temperatura fria, desagradável!
Entretanto, não se deve confundir os sinais de intuição com uma atitude repentina, impensada e rompante, e mesmo uma virada apressada ou desistência de última hora de um projeto que vinha criteriosamente sendo implantado com sucesso e satisfação visíveis, que já apresentava resultados satisfatórios e benéficos, que caminhava sem incidentes sérios, ou, ainda, não se deve confundir a intuição com volubilidade, com falta de persistência e perseverança, inconstância e distúrbios na personalidade, ou mesmo medo de enfrentar responsabiliades que poderão advir da decisão anteriormente tomada.
Não! Definitivamente a intuição não tem nada disso e com isso não se confunde, nem serve para justificar fatos fortuitos posteriores, alheios e acidentais àquilo que era perene e certo até então. Afinal, todos possuem o direito de mudar de opinião na condução prática de uma linha de raciocínio e mesmo durante a implementação efetiva desse raciocínio, mas tal mudança não se atribui e não se confunde nem de longe com a intuição visto que A INTUIÇÃO NÃO É A POPULAR ARTE DA ADVINHAÇÃO, MAS ANTECEDE A AÇÃO OU OCORRE DURANTE SUA CONTINUIDADE EM FACE EVENTO FUTURO E TALVEZ CERTO, E POSSUI RELAÇÃO DIRETA COM OS ANTECEDENTES DAS PESSOAS OU COISAS ENVOLVIDAS DIRETAMENTE; do contrário qualquer acontecimento bestial, durante ou posterior e alheio a decisão, poderia servir de desculpa para não se cumprir até o final a decisão anteriormente tomada e colocada em andamento SEM PROBLEMAS, por simples incúria.
Por outro lado, é bom que se deixe claro que a intuição não se confunde com a parapsicologia, que é utilizada para situações que fogem às explicações da ciência, ou seja, quando não se tem um conhecimento prévio que justifique a atitude intuitiva ou percepção sensorial e que se relaciona com mensagens captadas pelo inconsciente por vias paranormais.
Entre estudiosos da intuição é pacífico que AS PERCEPÇÕES ATUAM COMO SE FOSSEM O SEGUNDO PILOTO AUTOMÁTICO DA CONSCIÊNCIA, OU SEJA, QUE ELAS ENTRAM EM AÇÃO QUANDO O RACIOCÍNIO É COLOCADO EM SEGUNDO PLANO E DEVE SER COMPREENDIDA COMO “CONHECER ALGO SEM TER CONSCIÊNCIA DISSO”, pois nem sempre temos justificativas para certas coisas que executamos automaticamente, e TAL FATO SE DEVE A HERANÇA DE NOSSOS ANTEPASSADOS CAVERNOSOS, DURANTE A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE, EM FACE DO AMBIENTE HOSTIL E REPLETO DE VORAZES PREDADORES EM QUE, PARA SOBREVIVER, A ESPÉCIE HUMANA SE VIU OBRIGADA A VIVER EM CONSTANTE ESTADO DE ALERTA NA SELVA POIS JAMAIS PODERIA ESPERAR E AVALIAR SE CORRIA PERIGO OU NÃO:TINHA DE FUGIR ANTES MESMO DE AVISTAR O PERIGO PARA SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE.
De acordo com meu entendimento e de ilustres psicólogos como David Myers, professor da Hope College (EUA), o feeling tem dois lados, o positivo e o negativo, ou seja, a mente opera em duas vias, quais sejam, o sistema lógico-racional (pensar) - que requer esforço para ser empregado-, e o sistema intuitivo-emocional (intuição) –que é automático, mais associativo, cintilante, e nasce a partir de informações e experiências já vividas pela pessoa. Além disso, afirmo que os aspectos mais benéficos desta segunda via são ALIMENTAR A CRIATIVIDADE e ORIENTAR a tomada de decisões quando o sistema analítico (lógico-racional) não dispõe de muitos meios para apontar respostas convincentes. No entanto, advirto que o uso desequilibrado desta via pode gerar preconceitos a partir de experiências mal sucedidas ou inadequadas.
Exemplo conhecido do uso da intuição com resultado positivo é do ex-goleiro da Seleção Brasileira de Futebol, Cláudio Taffarel, famoso por ser um exímio defensor de pênaltis fazendo uso de sua intuição ao lançar, muitas e importantes vezes com sucesso, seu corpo na mesma direção em que a bola era chutada para defeder-se de um gol(chute), de forma aparentemente aleatória. Todavia, enquanto uns afirmam que esse tipo de defesa é questão de pura sorte, outros preferem dizer que é questão de treino, ao passo que ninguém tem dúvida de que o background (experiência) conta nesses momentos e que O SUCESSO DE TUDO DEPENDE DO ESTADO EMOCIONAL, igualmente.
NÃO SE FIXAR SOMENTE NO QUE DIZ SEU INSTINTO; VISUALIZAR BEM O PROBLEMA A SER ENFRENTADO; PRESTAR MUITA ATENÇÃO À ANÁLISE RACIONAL DA SITUAÇÃO; SABER DOSAR E EQUILIBRAR BEM OS DOIS SISTEMAS PARA DECIDIR SITUAÇÕES, são indicações de cientistas a todos que quiserem utilizar melhor o sexto sentido PARA AUMENTAR A CHANCE DE ACERTOS com base em pressentimentos, estímulos e percepção que orientam a mente intuitiva a formar bons palpites por meio de pequenos exercícios de meditação ou relaxamento.
NA ÓTICA DA PSICANÁLISE A INTUIÇÃO NÃO TEM ORIGEM EM EXPERIÊNCIAS DE VIDAS PASSADAS OU MENSAGENS DE MORTOS VINDAS DO ALÉM, NEM SE CONFUNDE COM A ADVINHAÇÃO POPULAR, mas ocorre como um insight luminoso, que necessita de maiores estudos para que se conheça melhor como se processa.
Afinal, quem encontra uma pessoa e tem a impressão de que ela está triste mesmo sem notar sinais aparentes; quem já não sonhou que estava grávida e descobriu que uma amiga de fato estava grávida; quem não simpatiza com alguém logo de cara e depois verifica que os motivos da existência da antipatia eram procedetes; quem em sonho não se viu traída e depois comprovou que de fato o estava sendo na realidade; quem toma um atalho numa estrada, mesmo sem ver que na frente há um enorme acidente, porque conhece o trecho adiante e sabe que normalmente naquele lugar vive ocorrendo acidentes, e de fato comprova depois que houve um acidente horrível naquele local; quem já passou por essas e outras situações já exercitou sua intuição.
De minha parte, confesso, esses fenômenos têm-me perseguido desde os primeiros anos da infância e seguem tanto na vida pessoal quanto profissional, seja no setor jurídico seja na seara das artes plásticas. Me lembro que no ano de 2007 estava certo de viajar para o nordeste para rever familiares e amigos, após décadas de ausência e ensaios de viagem, que inclusive já havia combinado com amigos que residem lá uma variada agenda de programas a cumprir desde a minha chegada. No entanto, sem entender as peripécias do destino e o que me acontecia no íntimo, completamente tomado por uma força arrebatadora que me tirou o chão debaixo dos pés e me lançou o corpo a levitar no ar, uma energia estranha, divina, maravilhosa e psico-fisiológica, decidi, na véspera, seguir meu instinto e sentimento fulminante, e mudei completamente o rumo de minha viagem indo parar em São Paulo -local onde havia residido quando estudava no Curso de Arquitetura e Urbanismo-, e, seja por intuição seja por fenômeno parapsicológico (haviam comprovadamente bem mais que amplas condições propícias para a ocorrência de ambos os eventos), é fato certo que jamais me arrependi ou esquecerei dessa mudança de destino e divina surpresa de Vida.
Assim, em matéria de intuição ou parapsicologia e seus reflexos sobre o amor, a arte e a vida é cristalina a verdade de que percepção é realidade e que tudo mais é ilusão, pois o futuro tem sempre direito de nos surpreender e todos temos condições de tirar proveito do sexto sentido, mas que apenas aqueles que se livram do excesso de domínio da razão, do conhecimento discursivo e analítico para perceber o mundo conseguem aproveitá-lo, porque de fato são seres espirituais vivendo experiências humanas. E assim é a vida, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
MARMEL – antonio MARtins MELo AUSÊNCIA DE CRÍTICA.....................
Ausência de Crítica
A guerra à cultura, que vem se desenvolvendo, em nosso país, segundo condições inerentas ao regime a que estamos submetidos e que, por isso mesmo, tem causado danos dificilmente recuperáveis, e que demandarão ainda longo tempo para serem sanados, ainda que em parte, apresenta aspectos os mais variados. O preço do livro, para só mencionar um exemplo, é um deles e dos mais expressivos. Como é sabido, o livro, esse instrumento elementar de cultura, sofre um tratamento que o levou à categoria das jóias e que limita considerável mente a sua área de expansão, já de si restrita, em virtude de outros aspectos da guerra à cultura, entre os quais o analfabetismo e o desastre do ensino em todos os níveis são dos mais notórios. De sorte que as perspectivas para os autores de livros apresenta-se cada vez mais sombria.
Quando o número de leitores, no Brasil, era muito menor do que nos tempos atuais, o autor de livros, o artista plástico - seja enfim o pintor, o escultor, o arquiteto, e todos abrangidos pelas áreas das artes — era lido, admirado, respeitado, comprado-vendido e conhecido dos seus pares. Estes é que o liam e que o julgavam. De seus juízos derivavam a qualificação do autor. O público brasileiro, nos dias atuais, e apesar de tudo, inclusive da guerra à cultura, cresceu bastante. E a situação do artista plástico e do escritor, no entanto, não progrediu na proporção da vida. A sociedade dita de consumo — e que pouco consome obras de arte e livros — criou para sua circulação obstáculos muito grandes e o caráter anti-cultural do regime que nos foi imposto agravou profundamente a situação. Convém, pois, analisar, ainda que suscintamente, o que acontece com o quadro, com a escultura, com o livro de literatura, ficção, poesia ou ensaio, agora.
Antigamente, existia, entre nós, crítica artística e literária e noticiário literário e artístico. A crítica era veiculada pela imprensa e permitia que os leitores tomassem conhecimento da existência de exposições artes e livros recém editados e conhecessem de seu valor, segundo juízos expendidos pelos críticos. Paralelamente, o noticiário cobria todo o campo editorial, informando do que vinha aparecendo, sem entrar em juízos de valor. Assim, os leitores em potencial estavam constantemente a par do que aparecia e podiam escolher. Com o passar dos tempos, a crítica de artes e letras foi abandonada pela imprensa, provavelmente porque o espaço que lhe era concedido foi aproveitado por matéria mais lucrativa e momentânea. Ela transitou, então, para as Universidades: nas Faculdades de Artes, Filosofia, Ciências e Letras ou nos Institutos de Artes e Letras, a crítica assumiu novas formas e isolou-se do público, ficando no conhecimento apenas dos infelizes que a sofriam por dever de ofício. Tornou-se, aliás, uma espécie de charada novíssima, em que a penetraçâo se fez cada vez mais difícil: crítica artística e literária assumiu assim uns ares de ciência esotérica, resguardada por uma linguagem mais complicada do que o samba do crioulo doido e, aliás, merecedora de um samba idêntico. E o noticiário? Este não teve melhor sorte: ficou relegado, também, a plano secundário, nos jornais e revistas, quando existe. O aspecto apresentado pelos ditos suplementos dos jornais, aquilo que se destina a informar sobre artes, exposições, livros, apresenta um nível de inteligência de causar pena, ficou relagado a poucas notinhas. O mais importante, e que lembra os antigos e desaparecidos suplementos literários, ocupa-se de algumas imagens de quadros, de best seller mais reles como se fora obra-prima e dedica seu espaço a informar sobre o que vem fazendo, ou não fazendo, a patota. As revistas semanais que oferecem algum espaço à informação de artes plásticas e livros entregaram a tarefa a pessoas que melhor figurariam na seçâo de esportes aquáticos. E assim vão rolando as coisas, sem qualquer horizonte próximo mais promissor. Aqui e ali, com periodicidade sempre ameaçada, publicações especializadas — do tipo Leia — cumprem a ingrata e difícil tarefa de informar.
Ora, o que um artista plástico e autor, que superaram obstáculos inimagináveis para expor e ser editado, mais necessitam e desejam é que o público tome conhecimento da existência de seu trabalho. Não que escrevam dele que é um génio e que merece ser visto, apreciado, comprado, lido, venerado e colocado sobre o pedestal da glória e dos deuses do olimpo. Mas tão simplesmente a notícia de que ele existe. Sem isso, um quadro, uma escultura, um livro não circula, não entra no mercado, já de si restrito. Ninguém pode comprar aquilo de que nunca ouviu falar, de que desconhece a existência. O panorama, pois, não poderia ser mais desolador. Até quando a cultura brasileira o suportará?
Pois é, esses dias particpei do lançamento de parte de uma das melhores equipes de jornalismo no Brasil desde que me entendo por gente, a G1, mesmo no âmbito virtual (equipe de Jornalismo que compõe a inteligência de informação da Rede Globo de Televisão). Apanhado de surpesa, na ocasião - demorou um pouco “para cair a ficha” e vislumbrar do que se tratava – me limitei na ocasião a ensaiar alguns comentários sobre os isentos quadros apresentados e posições dos ilustres jornalistas me comprometendo – no fundo no fundo – a pensar melhor naquilo que lia e não acreditava parecer estar de volta de uma forma melhor e sem saudosismo: o projeto ideal do jornalismo crítico sobre literatura e arte em geral, afora a informação coloquial momentânea. OBRA-PRIMAAntes de mais nada te agradeço a partipação e instigante questão sobre "o que considero minha obra prima".
Bem, pela clássica, prática e didática conceituação, OBRA DE ARTE é a obra produzida segundo o conceito da arte vigente na época, especialmente a que é tida como de boa qualidade, ou seja, produzida com perfeição, acabamento, gosto, senso estético. Por sua vez, diz-se OBRA-PRIMA aquela que é a melhor e/ou mais bem feita obra de uma época, gênero, estilo, ou seja, é a obra-mestra ou obra-capital, como se preferir chamar. Estabelecidas as coordenadas para que não nos percamos no vasto tema, inicialmente cabe ressaltar que em decorrência do tempo de estrada que tenho nessa seara (+ de 35 anos... comecei cedo... rsrs) é natural que o gênero, o estilo, o pensamento, o sentimento, a emoção, os materiais de expressão e mesmo minha vida mudaram desde a primeira exposição acadêmica(1970) até hoje. Depois, acrescento que sou autodidata, que minha formação artística se deu pela convivência em ateliês de alguns artistas, hoje renomados (Oscar Niemeyer e outros), pela fome de leitura de quase todos os volumes sobre arte da Biblioteca do INL-Instituto Nacional do Livro em Brasília, pelo curso de Arquitetura e Urbanismo em SP, e pelo curso de Direito posteriormente; além, é claro, de aprender observando os trabalhos de artistas em galerias propriamente dito. Em sendo assim, afirmar qual trabalho eu poderia apontar como sendo minha obra-prima no decorrer da estrada não é tarefa das mais fáceis, principalmente porque não encerrei nem encerrarei nunca a produção, e esta só acontecerá com a morte; ou seja, daqui há uns 200 anos, no mínimo, ou mais... rsrs. Na estrada houveram vários períodos, tendências e materiais diferentes. Comecei com esculturas(madeira, pedra, ferro, etc.), passei para o desenho(grafite, pastel, nanquim, etc.) me aventurei na pintura(afresco, aquarela, óleos) e hoje estou trabalhando inclusive com suportes abstratos, "mouseando" pinturas e animações tecnológicas advindas da expressão tradicional sem abandonar jamais os ditos suportes e materiais tradicionais, como telas, pincéis, tintas, grafites, esferográficos, nanquins. Então, dizer qual obra é a melhor não é fácil porque as técnicas variaram conforme o período. E conforme o período variaram também os temas; que foram desde os inocentes e puros aos alienados; dos politizados aos flosóficos; dos sociológicos e enganjados em movimentos sociais urbanos aos religiosos e intimistas. Para você ter uma idéia basta ver no endereço abaixo a diversidade, no qual já constam cerca de 300 trabalhos que consegui catalogar as imagens por enquanto, e que corresponde a cerca de 30% ou 40% de tudo que produzi até hoje. http://antoniomartinsmelo.spaces.live.com/ Então, se pudesse afirmar numa espécie de balanço a que considero melhor, afirmaria, sem dúvida, olhando para o passado, que dependeria da época e que nada me retira o gostinho da infância, das pinturas, desenhos, esculturas e descobertas que fazia no asfalto ou nos tapumes das obras da construção civil em Brasília. Mas, como não estou ainda na época de eleger minhas memórias, afirmo que o melhor ainda está por vir, sempre. Muito obrigado!!! . MULHERES...MULHERES...
O que querem? O que buscam? O que esperam? Paz, compaixão, eperança, amor?! Realização profissional... material... afetiva?! Evolução espiritual?!!
Muitas fórmulas existem... Aliás, existe uma centena de milhares de formuletas, bulas e receituários que preceituam como viver, ser alguém, melhorar na vida, evoluir e ser feliz... Mas a maioria absoluta não leva a nada, são na verdade propaganda enganosa que se perdoa em decorrência apenas da boa intenção de seus autores, do contrário estariam todos residindo nos PROCON’s pelo infindável número de reclamatórias diárias que estariam recebendo em face do exaustivo número de frustrações que têem causado na população do mundo inteiro.
Mas, deixando de lado a “boa intenção” desses incasáveis aventureiros, porque de boa intenção a estrada que conduz ao inferno está cheia, a verdade é que sob todos os ângulos (biológico, sociológico, espiritual, religioso, etc.), sob todos os ângulos que se busque explicação e justificativa, todos os pensantes são equânimes ao afirmarem que O SER HUMANO NÃO NASCEU PARA VIVER SOZINHO, ISOLADO e ILHADO. Em verdade, o ser humano nasceu para viver em sociedade, em grupo, em bando, em família, na companhia de amigos, de semelhantes, de um parceiro...
E por que o ser humano é um ser sociável, que necessita viver em sociedade?
Ora, biologicamente o homem (seja do sexo masculino ou feminino) é cada um dos individuos da espécie Homo Sapiens, única existente hoje em dia da família dos “hominídas”, do gênero “homo”, da ordem dos primatas, classe dos mamíferos, espécie que ocupa uma posição especial na natureza por possuir seus membros, ao lado dos caracteres anatômicos e fisiológicos análogos aos dos mamíferes superiores, outros tantos que lhes são próprios, como a postura vertical com pés e mãos de funções diferenciadas (as mãos com polegar oposto aos outros dedos), o volume do cérebro, O USO DA LINGUAGEM ARTICULADA E O DESENVOLVIMENTO DA INTELIGÊNCIA, ESPECIALMENTE DAS FACULDADES DE GENERALIZAÇÃO.
Assim, sendo um ser livre que necessita viver em sociedade para manter-se vivo e perpetuar-se, natural é que o ser humano se submeta também à sua vontade e à vontade do grupo, afinal “a liberdade de cada um vai até onde começa a liberdade do outro”. Mas, apesar de que a verdadeira vontade coletiva merece prevalescer sobre a vontade individual, é certo que essa vontade coletiva não deve servir para anular e aniquilar a vontade de cada membro do corpo social até porque a vontade dos grupos nasce do somatório de vontades individuais. Entretanto, se esse ideal de realidade não é o que de fato existe por imposição da vontade de alguns grupos sobre os demais, ou, em sentido contrário, a vontade individual choca-se constantemente com a vontade da maioria, então a vontade do grupo social ou do indivíduo deve ser revista afim de que sejam evitados ou amenizados os choques entre o pensar do indivíduo e o corpo social, seja este corpo formado pela família do indivíduo, seus amigos, ou qualquer outro grupo que mereça a consideração do indivíduo.
Assim, para que se viva bem, para que se sinta feliz, é necessário o equilíbrio entre a vontade individual e a vontade do grupo na maioria das vezes. Afinal, as respostas individuais às questões levantadas e condutas exigidas pela família e pela sociedade devem se coadunar e estar em sintonia para que haja aceitação pelas partes (indivíduo e coletividade) sob pena e risco do indivíduo auto-marginalizar-se, excluir-se do grupo e passar a sofrer inclusive retaliações pela rejeição. Assim, desnecessário é reconhecer e argumentar que é importante que as respostas dadas pelo indivíduo, em cada situação, sejam as respostas e condutas esperadas pela família do indivíduo, seu grupo, seus amigos.
A realização afetiva é assunto que sempre está presente em rodas de pessoas, especialmente no seio feminino que, culturalmente, está mais habituada a conversar sobre relacionamentos, principalmente amorosos.
Encontrar a pessoa “certa”... a “cara metade”... a “metade da laranja” para muitas pessoas isso vai além da necessidade natural. Tornou-se verdadeira obcessão que vai muito mais além da necessidade de amar e ser amado, de ter uma vida sexual ativa e saudável.
Consideradas “mais” sensíveis e sentimentais (culturalmente falando porque quem mais escreve essa falaciosa notícia até hoje somos nós homens), boa parte das mulheres se sente incompleta, insegura e carente se estão sozinhas, até mesmo por questão de formação cultural transmitida por gerações, que prega que “o ser humano só estará inteiro se estiver acompanhado de outro ser”.
Reclamação que se ouve é a de que não existem boas pessoas disponíveis ou dispostas a investir num relacionameto duradouro, firme, fiel, responsável, compromissado. Ora, isso não é verdade principalmente hoje em dia com todas as facilidades globalizadas e encurtamento de distâncias que a tecnologia oferece, especialmente se comparado aos tempos, distâncias e cultura da época dos avós.
A bem da verdade, muitas pessoas (mulheres em especial) mudaram seus objetivos, passaram a priorizar outras coisas como formação profissional, pessoal, trabalho, etc., investimentos de antemão em si mesmas, ao passo que outras podem até ter encontrado o “par perfeito”, mas por uma razão ou outra (muitas vezes bestial) preferiram continuar solteiras, inclusive na busca frenética e ilusória de parceiros que não atendiam, na ocasião, as eternas expectativas e descontentamento do ser humano, mesmo quando nada, ou quase nada, faltava para a perfeição, mesmo quando tudo é simples como o amor e a vida, e por isso mesmo, pela simplicidade das coisas, a inquietação em suas vidas se instala face da instabilidade emocional de muitas.
Pergunta constante que muitas mulheres se fazem, durante essa busca ou no final da relação é “onde eu errei?” Muitas ainda se culpam porque atraíram para si um padrão, um certo tipo de pessoa com essa ou aquela personalidade quando se esquecem que atraíram para si um relacionamento por vezes baseado em ciúme, traição, competição, que podem ter gerado posteriormente reações de medo, de insegurança, e até atitudes capaz de destruir o próprio relcionamento e até a vida da pessoa envolvida.
Então essa ânsia que muitos humanos possuem - de controlar e ser controlado pelo ser amado - que o torna, por vezes e ao mesmo tempo, incapaz de entregar-se completamente, não o permite abrir seu coração para amar profundamente e receber o que o outro é capaz de compartilhar e, píor, pode, e causa muitas vezes, estragos e feridas que impedem a realização afetiva. Nesse campo o medo ganha muitas facetas. O medo que impulsiona para cair de cabeça numa relação perniciosa, negativa, pode ser o mesmo que fecha completamente as portas para o amor (que deveriam estar abertas unicamente de dentro para fora), faz bloquear qualquer possibilidade de realização afetiva. Afinal, pelo medo pode-se encontrar nas frustrações e nas experiências de amigos justificativas para não se permitir viver as experiências que a vida traz em fluidez e intensidade.
Então, abolir dos pensamentos a forte idéia de que se precisa urgentemente encontrar a pessoa que esteja disposta a compartilhar o resto dos dias de vida dela com você, definitivamente, não é a solução para o impasse, até por que é isso que a maioria absoluta busca até por questão de segurança física e emocional no final da vida para não morrer abandonada e largada ao léu como um trapo qualquer sem família, parentes e amigos.
Por sua vez, quem parte do raciocínio de que o ser humano não é um ser completo, um ser inteiro, e que por guardar dentro de si as energias masculinas e feminas não necessita do amor, carinho e satisfação física-erótica do sexo oposto reside num tremendo erro de premissa, comete um ledo engano contra si e os demais semelhantes até porque a vida em si dá provas diárias e não descarta nenhum dos dois(2) sexos para existir vida humana, para perpetuar-se e completar-se. Muito ao contrário, o reino das mulheres amazonas é fantasia erótica de panfleto de quinta categoria ultrapassada desde o século passado, no mínimo.
Argumentar que somente sentiremos uma verdadeira paz interior quando essas energias estiverem em equilíbrio e harmonia, e que somente assim conseguiremos o caminho da prometida paz pelo nirvana é uma balela sem fim nem tamanho.
Ora, o só fato de que não se deve agir apenas com referencial nas opiniões externas é uma afirmação positiva da eterna condição do livre arbítrio humano.
Por outro lado, certo é que também não se pode ignorar o que vem de fora, nem tão pouco passar a se viver apenas do que vem do íntimo – o que poderia ser o ideal individual apenas no reino da fantasia de Monteiro Lobato.
Em meio a confusão e dúvida, que tal optar pela voz que vem do coração sem se esquecer – é claro! – que nem toda “forma ou maneira de amor vale a pena”, pois de frustração, dor e sofrimento todos já os sentimos muito no decorrer da vida, e argumentar que “qualquer forma de amor vale a pena” chega até ser risível e irresponsável, e só pode mesmo servir para quem não se valoriza ou não valoriza seus sentimentos, e mesmo admite para si um amor qualquer, mesmo um amor vagabundo, humilhante, frustrante; daqueles em que se afirme depois que “antes é melhor viver só que mal acompanhado”; salvo - é óbvio- se quem decide viver ou continuar vivendo um amor de “qualquer forma” se considere também um qualquer na vida, um “zé mané” ou uma “maria arruela” qualquer na vida.
Discordando diametralmente de Caetano Veloso e Milton Nascimento, um amor qualquer não vale a pena e não é amor, mas é dasamor a si próprio, aos semelhantes e a vida humana. É na realidade a “coisificação” e diminuição do maior sentimento humano. É alimentar a baixa estima e o negativismo. É perpetuar para si problemas, sofrimentos e dores. É vulgarizar-se e banalizar-se. É tornar-se por vezes vergonhoso e passar a envergonhar-se de si e da própria condição perante os outros, família, amigos e coletividade. É trazer para si um novo problema e até uma rejeição social, uma certa exclusão, um preconceito velado do qual se poderá até conviver, mas dele não se poderá fugir, se esconder ou dizer que não exista.
Duvidar da existência do amor verdadeiro, dizer que é invenção da poética humana e passar a acreditar que o relacionamento amoroso é só mera reação química no organismo é também tornar pequeno o que não tem tamanho, nem medida, e nem instrumentos de medição. É negar o inegável ante contorcidas e distorcidas ginásticas de reflexões, que ao final serão sempre inglórias. Negar a existência do amor puro, verdadeiro, pleno, terno e eterno é bater contra o divino e inexplicável, contra a existência do marvilhoso diferencial humano das demais coisas e espécies.
Existe um filme, de Guel Arraes (Lisbela e o Prisioneiro), que narra a estória sobre Lisbela (Débora Falabella) e Leléu (Selton Mello), no qual Lisbela é uma noiva apaixonada por cinema que conhece um vendedor ambulante (Leléu) e descobre que aquele amor vivido no filme é possível de ser vivido na realidade, e que esse amor está acontecendo na vida dela desde que conheceu Leléu. Então, disposta a romper com as tradições paroquianas e decidida a enfrentar a fúria do pai, delegado interiorano (André Matos), Lisbela faz de tudo para fugir e passar a viver em plenitude seu eterno amor, que já nasceu condenado de antemão.
O filme, comovente em si, leva a acreditar em um amor inocente, puro e verdadeiro. Um tema (o Amor) que persiste durante todo o filme sob várias formas. Seja o amor do tipo safado, vivido pelo Cabo Citonho (Tadeu Mello) por Francisquinha (Lívia Falcão). Seja o amor do tipo egoísta, sentido por Frederico Evandro (Marco Nanini). Seja o amor imaturo, de Inaura (Virgínia Cavendish). Seja ao final o amor puro, de Lisbela e o prisioneiro Leléu.
Das várias cenas e falas marcantes do mencionado filme, uma em especial chama atenção, quando, minutos antes do casamento com o pseudo-carioca (Bruno Garcia) - que não aconteceu de fato - Lisbela afirma: “Quando o amor me chamar eu vou como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha”.
Entretanto, outra saída - que na maioria das vezes não é solução saudável e nem a melhor das opções, especialmente para quem vive a ânsia de encontrar a “alma gêmea” - é partir para as agências matimoniais. No entanto, assim como tudo na vida, é necessário ressaltar que não se tem garantia alguma de sucesso na empreitada mercantil-amorosa e, ao final das contas pagas, chega-se mesmo a conclusão de que sempre se corre o risco de viver decepções infindáveis, e que o melhor mesmo é deixar que as coisas ocorram naturalmente, sem ansiedade, e que é possível encontrar o amor terno e eterno mesmo na padaria da esquina, na internet, através da prática de um esporte, num curso qualquer, ou visitando uma galeria de arte.
Mas, seja atavés de que meio que for que se use para encontrar o amor ideal, seja substituindo o clássico arco e flecha por telefone, internet ou qualquer outra versão remasterizada do deus alado do amor, jamais se deve subjulgar e negar a força e existência do amor, seja a que título for, especialmente em momentos de crise e situação de dor.
Um grande abraço, e por enquanto... rsrs
MAMEL – antônio MARtins MELo (textículo sem revisão de qualquer natureza publicado na Comunidade do Orkut MEU AMOR É MEU LIVRO no seguinte endereço
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=28541253&tid=2569680311937299081&na=1&nst=1
também traduzido para a língua inglesa e outras, e postado em outros lugarejos também. Portanto pode recomendar sem medo que não é vírus)
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VIDE BULA. Não vem ao caso saber se o que faço tem alguma importância. Talvez o que seja realmente importante é que nesse momento o real é pouco mais que uma suspeita. De todo modo, é inevitável e assim temos pelo menos o que partilhar com alguns doidos varridos que ao longo da história realizaram, com mais ou menos talento, algumas das coisas que o gênero humano usa para amarrar coisas, ou como cartão de crédito do espírito.
. LEONARDO BOFF in TEMPO DE TRANSCENDÊNCIANÓS EM TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA: NA LINHA DA VIDA, NA LINHA DE TODOS NÓS
. LIBERDADE DE EXPRESSÃOVoltaire, em suas Sátiras, na obra O Mundano, afirmou que o paraíso é onde estou, enquanto Schiller, em seu Dom Carlos, no Ato I, afirmou que um momento vivido no paraíso não se paga caro demais com a morte. Por outro lado, Proust, no seu O Tempo Reencontrado, escreveu que os verdadeiros paraísos são os paraísos que se perderam, ao passo que Jorge Luís Borges, figura o paraíso sob a forma de uma biblioteca, enquanto Miguel Torga, em suas Penas do Purgatório, definiu o paraíso como sendo a bem-aventurança natural. Um paraíso onde se possa ir: árvores do bem e do mal, e na porta este aviso paternal: - É proibido proibir!
MARMEL
. ABA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTES=ABA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTES
Na qualidade de Curador da Associação Brasileira de Artes - ABA reporto-me ao editorial publicado no veículo interno de comunicação da Entidade de nº 376, datado de 25 de agosto de 1982, publicado posteriormente em revista local, nos seguintes termos:
Os trabalhos de Marmel formigam belezas em relação as quais o hábito, o costume nos tornam cegos. Então, uma vez tornado sensível em relação a essas figuras, se consegue descobrir o que pode conter a realidade aparentemente tão pobre. Realmente, estivéssemos menos esclerosados pelo hábito, possivelmente não necessitaríamos da espontaneidade mágica e simples dos seus tons e formas, nós, folhas e cores.
Marcus Schiller MARMEL: DADOS CRONOLÓGICOS
1965 - Nasce às 15:20 horas do dia 22 de janeiro na Cidade de Teresina, Capital do Estado do Piauí –PI, Brasil, na Maternidade São Vicente de Paula, sendo lavrado seu registro de nascimento no dia 27 de janeiro no Cartório de Registro Civil da República dos Estados Unidos do Brasil sob nº 121, às fls. 195, do Livro nº 79.
1967 - Muda-se com os pais para Brasília-DF.
1974 - Muda a coloração de seus trabalhos adotando o verde como cor básica. Deixa a forte influência cubista e adentra o figurativismo. SURGE EM SEUS TRABALHOS PELA PRIMEIRA VEZ A FIGURA DO "NÓ" como tema e forma de expressão. Recebe PRIMEIRO PRÊMIO EM ESCULTURA, PRIMEIRO PRÊMIO EM PINTURA na FACIBRA - SEC - DF, e realiza sua SEGUNDA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL na Galeria Porta do Sol, Brasília- DF.
1975 - Aproveitando a temática da época, passa a questionar o sistema da arte com a própria obra de arte. Seus trabalhos refletem intimismo e preocupação social. Recebe o PRIMEIRO PRÊMIO EM ESCULTURA de técnica mista na FACIBRA - SEC - DF.
1976 - PRIMEIRA EXPOSIÇÃO COLETIVA, Grupo "ARTE ESPERANÇA", Galeria Eucatexpo, Brasília - DF, e é o ARTISTA MAIS VENDIDO. Recebe o PRIMEIRO PRÊMIO EM DESENHO e SEGUNDO PRÊMIO EM PINTURA na FACIBRA - SEC - DF.
1982 - Expõe individualmente na GALERIA ITAU BRASÍLIA, DF. 1985 - Participa da FEIRA INTERNACIONAL DE ARTE DE MONJUIC, na ESPANHA. Expõe na GALERIA GAUDI, na ESPANHA e na GALERIA XALOC igualmente na ESPANHA. Participa do SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, Rio de Janeiro - RJ. O QUE DIZEM E ESCREVEM SOBRE MARMELCom a certeza de que “uma boa imagem vale mais que mil palavras”, quem possui senso estético, sabe o que a arte representa, e já viu as obras deste artista, certamente também sabe que é dispensável lançar confetes sobre a obra de TON MARMEL - AnTÔNio MARtins MELo.
Atuante também na seara jurídica e fazendo da arte uma síntese da natureza humana, MARMEL é Artista Plástico multimídia em Brasília-DF premiado em pintura, desenho e escultura que acredita que a arte é um resumo da emoção estética, e, a exemplo de São Tomás de Aquino (1225-1274), acredita que a beleza e a bondade de uma coisa são fundamentalmente idênticas, pois tudo é bom na medida em que é desejável, útil e agradável.
A qualidade e universalidade da arte de MARMEL não privilegiam qualquer meio, forma, objeto ou suporte de expressão, pois - para ele- o que importa é o resultado final e este deve estar impregnado de sensibilidade, emoção estética, plasticidade, intuição e criatividade, mostrando-nos uma visão pessoal do mundo que o cerca.
(Mário Strecker, Folha de São Paulo, Ilustrada, pág. 14, domingo 20-8-1989; Byron de Quevedo, Correio Braziliense, Variedades, pág. 32, quinta-feira 5-8-1982 e Rui Nogueira, Jornal de Brasília, Caderno de Cultura, Cartas, pág. 6, sexta-feira 13-8-1982.) <a href="http://s233.photobucket.com/albums/ee64/marmel2/?action=view¤t=Marmelzyf.gif" target="_blank"><img src="http://i233.photobucket.com/albums/ee64/marmel2/Marmelzyf.gif" border="0" alt="Photobucket"></a> . |
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